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As minas de carvão e as fábricas de vidro moldaram a história da cidade tarnaise de Carmaux, que também foi palco de muitas lutas operárias, sindicais e políticas.

Em 1968 a cidade atingiu o seu mais alto nível demográfico com cerca de 15.000 habitantes, meio século mais tarde, pouco mais de 10.000 habitantes resistiram ao declínio industrial.

No entanto o dinamismo cultural continua bem presente, e no âmbito do 4ème Festival du cinéma social et ouvrier, foram projetados 16 filmes, 6 dos quais realizados em 2018.

Além da França, Alemanha, Bélgica, Grã-Bretanha, Grécia e Itália, Portugal esteve representado com o filme, “Terra Franca”, da jovem realizadora portuguesa Leonor Teles, que já se tinha distinguido em 2016 a nível internacional, tornando-se, com apenas 23 anos, o mais jovem realizador a ganhar o Urso de Ouro para a Melhor Curta Metragem no 66º Festival de Berlim, com o filme “Balada de um Batráquio”.

De volta a Portugal, Leonor Teles tinha como projeto a realização de um filme passado na sua terra, Vila Franca de Xira.

Assim nasceu o seu primeiro documentário de longa-metragem, “Terra Franca”, que foi apresentado no mês de março em Paris na 40ème édition do festival Cinéma du Réel, tendo vencido o prémio “Scam 2018”.

O filme vai sair oficialmente nas salas de cinema francesas a partir do dia 21 de novembro, mas já teve uma estreia no “Fórum des Images”, dia 2 de outubro em Paris, e no sábado dia 20 de outubro chegou à região de Occitanie com o apoio da Associação Clap Actions de Carmaux.

Com “Terra Franca”, Leonor Teles, assina um filme sobre o tempo que passa em torno de um simples pescador no rio Tejo, e da sua família.

A película já está programada em vários festivais internacionais, Sheffield Doc Fest na Grã-Bretanha, Festival de Cannes e Napoule em França e Festival Play Doc em Tui, na Espanha.

 

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