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Portugal pode vir a integrar a Força Militar Europeia proposta por Emmanuel Macron em setembro do ano passado, e que pode vir a ser concretizada em junho.

O anuncio foi feito pelo Ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes que explicou que se trata de responder a uma «necessidade de desenvolver uma estratégia comum que permita acorrer mais facilmente e estancar mais facilmente situações ditas de emergência».

De acordo com o Ministro português, além da França e de Portugal, participam atualmente no processo de negociações Espanha, Itália, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Estónia e Dinamarca visando «a criação de um quadro de cooperação o mais flexível possível».

Se entrar, Portugal designará um militar do Estado-Maior das Forças Armadas para integrar a rede de oficiais de ligação, disse o Ministro, frisando que «não se trata, evidentemente, de criar exército europeu ou de criar uma nova força europeia mas de promover uma utilização mais eficaz de instrumentos que atualmente já existem».

A ideia do Presidente Macron, no famoso discurso proferido na Sorbonne, em Paris, era criar uma força de intervenção militar comum, um orçamento de defesa comum e uma «doutrina comum».

José Azeredo Lopes disse que o objetivo da iniciativa será «harmonizar procedimentos relativamente a cenários, com planeamento comum e reforço de intervenção da capacidade de intervenção conjunta de forma rápida e eficaz» e deu o exemplo da «proteção de nacionais no estrangeiro». A «antecipação estratégica, elaborar possíveis cenários de empenhamento, apoio a operações e lições aprendidas» são os «capítulos» previstos no processo de negociações em curso, disse o Ministro, precisando que a iniciativa não se enquadra nem na NATO nem na União Europeia.

Se vie a concretizar-se, na prática o Estado português, vai colocar em Paris «um oficial do Estado-Maior».

 

 

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