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A nona prova do Campeonato do Mundo 2018/2019 de Fórmula E, Mundial de carros elétricos, decorre neste sábado no Monaco. António Félix da Costa ocupa o terceiro lugar na tabela classificativa com 70 pontos, a 11 pontos do líder o Holandês Robin Frijns.

Recorde-se que na oitava prova do Campeonato do Mundo que decorreu em Paris, nos Invalides, o único português a participar nesta prova, António Félix da Costa (no centro na foto), acabou no 7° lugar na capital francesa, enquanto o Holandês Robin Frijns venceu a corrida.

Nesta época, ao volante de um Spark–BMW da equipa BMW i Andretti Motorsport, António Félix da Costa venceu o Grande Prémio da Arábia Saudita, onde também conquistou a pole position. O Português também conquistou o segundo lugar no Grande Prémio do México. Desta vez em Paris não foi além do 7° lugar.

Para o LusoJornal, António Félix da Costa analisou a prova parisiense, abordou os objetivos para esta temporada, fez uma antevisão da corrida no Monaco, e deixou uma mensagem para os Portugueses de França.

Que análise faz da sua participação na prova parisiense?

Uma qualificação complicada que acaba por comprometer o resto do dia. Conseguimos salvar a corrida conquistando alguns pontos, numa corrida inteligente da nossa parte, uma corrida que foi a primeira à chuva na história da Fórmula E. Arrecadar alguns pontos aqui foi bom para o campeonato. Temos de melhorar o nosso carro em condições de frio ou chuva, ou os dois (risos). Os dois carros da equipa sofreram um pouco.

Passou do 14° lugar na grelha de partida ao 7° lugar na classificação final…

Sabia que ia ser uma corrida caótica quando começou a chover. Tinha a certeza que o segredo era ficar em pista, não fazer erros. Ainda fiz algumas ultrapassagens boas, mas é verdade que muita gente à minha frente fez erros. Houve vários momentos em que passei perto do limite, mas nas provas temos sempre que andar no limite. Isso faz a diferença entre um piloto bom e um mau.

A chuva complicou a corrida…

Foi uma transição complicada. Durante duas voltas tivemos de nos habituar ao circuito, e o problema é que chovia, depois parava, depois começava novamente, isso complicou-nos a tarefa. Era uma adaptação constante. Os pneus são melhores para tempo seco do que para tempo de chuva. Não é nada fácil, mas foi igual para todos.

No Mundial ocupa o 3° lugar, qual é o objetivo?

O objetivo é ganhar o campeonato do mundo em Nova Iorque em julho. Esse é o grande objetivo e vou lutar para isso. Pelo menos temos um carro para lutar pelo título.

Como tem sido a temporada até agora?

Tem sido muito boa. Vencemos a primeira corrida do ano, temos estado sempre na frente. Estamos com um carro muito forte, uma equipa muito forte, e isso deixa-me confiante. Os resultados mais ou menos bons têm todos a ver com as qualificações antes da corrida. Todos nós temos momentos com maiores dificuldades na temporada. Faz parte. Este campeonato vai ser assim até ao final. Temos de saber lidar com corridas frustrantes, mas o importante é estar na luta em Nova Iorque.

Agora está na equipa da BMW, muda muita coisa?

Nos últimos anos tivemos a sofrer muito porque o carro não era o melhor. Era complicado ter bons resultados, mas desde que a BMW tomou conta da equipa, estamos muito fortes. Isso deixa-me muito feliz. A estrutura não mudou muito. Foi mais uma afinação do trabalho que foi feito antes. Agora temos é mais recursos e o carro é muito bom. Assim os resultados aparecem.

O que podem melhorar para a próxima prova no Monaco?

Temos de melhorar alguns detalhes. Sabemos o que temos de melhorar, para as próximas corridas serem melhores.

O que podemos dizer da evolução da modalidade?

Em apenas cinco anos a Fórmula E ganhou um nome, isso é impressionante. Antes fazíamos uma corrida com dois carros, agora fazemos apenas com um. A bateria tem o dobro da autonomia, mas também tem mais potência, isso mostra a rapidez com que a modalidade está a evoluir.

Ainda tem uma vertente ecológica?

Essa é a maior mensagem da Fórmula E. A modalidade vai continuar a crescer e a ecologia será sempre uma das nossas mensagens.

Sentiu o apoio do público português em Paris?

Vi várias bandeiras portuguesas. Dá-me mais força, mais motivação ter esse apoio. Quero agradecer a todos os portugueses que estiveram a apoiar-me e a gritar o meu nome.

 

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