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Uma instalação de seis fotografias em vinil do artista André Cepeda está no Atelier Martel, em Paris, até ao dia 08 de fevereiro de 2019.

O artista português disse à Lusa que não queria “impor” as suas obras ao atelier de arquitetura, mas sim “estar com a arquitetura” através de uma série de transparências que deixam descobrir as suas imagens.

A exposição abriu no dia 12 de novembro, mediante visita pedida com antecedência, nas novas instalações do Atelier Martel, um conhecido gabinete de arquitetura da capital francesa.

O encontro entre o artista e um dos arquitetos do atelier, Marc Chassin, aconteceu há alguns anos e a amizade manteve-se, materializando-se agora nesta exposição. “O Marc já me tinha desafiado para fazer uma exposição e agora eles [arquitetos do atelier] encontraram um novo espaço, que ainda está muito em bruto. Mandou-me as imagens, perguntou-me se eu queria expor aqui e eu aceitei”, explicou André Cepeda, em declarações à Lusa.

André Cepeda é fotógrafo e já expôs no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (MNAC), no Kasseler Fotoforum, em Kassel, na Alemanha, no Museu Berardo, entre outras instituições, e conta com várias residências artísticas em Bruxelas, São Paulo e Brooklyn.

Para esta mostra na capital francesa, o artista português usou vinil autocolante para cobrir os vidros do atelier, uma técnica que já queria experimentar “há algum tempo”.

“Esta relação de transparência com a fotografia, em que se vão descobrindo as imagens dependendo da luz, não marca muito o espaço. É mais estar com a arquitetura do que impor as obras neste espaço”, afirmou o artista.

Quanto às imagens escolhidas, o artista conhecido pelas suas fotografias fortes e de cariz social, disse que a seleção foi específica para ajudar a descobrir o espaço do atelier, mas que foram feitas em locais e alturas diferentes.

O Atelier Martel promove regularmente, nos seus escritórios, exposições temporárias de três meses, criando uma extensão dos edifícios e projetos que desenha. “Nós integramos artistas em todos os nossos projetos e, como é óbvio, queremos praticar isso na nossa própria casa. Convidamos três vezes por ano vários artistas para exporem dentro do nosso atelier e, sempre que uma exposição acaba, nós sentimos um verdadeiro vazio durante algumas semanas, até vir a próxima”, disse o arquiteto Marc Chassin à Lusa.

Esta instalação conta com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua de Portugal.

 

 

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