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Para colmatar as dificuldades causadas pela pandemia de Covid-19, a Fundação “Nova Era João Pina” vai ofertar cerca de 500 Cabazes de Natal a famílias necessitadas. Cada cabaz terá 17 produtos, nomeadamente bacalhau, bolo rei, açúcar, farinha, leite, azeite, fruta enlatada, compota, enchidos, queijo, enlatados… “para que a noite mais longa do ano, este ano indubitavelmente diferente, aqueça a alma de quem os vai receber” diz o Presidente da Fundação, o empresário João Pina.

Tal como aconteceu no ano passado, também este ano a Fundação “Nova Era João Pina” queria organizar uma nova Ceia Solidária, na Guarda, cidade de onde é originário o seu Presidente, para cerca de 1.500 pessoas, mas as regras sanitárias impedem, evidentemente, o evento.

“Num ano tão atípico como o que estamos a viver, o tão ambicionado ano de 2020 ao qual brindámos e para o qual fizemos muitos planos, veio na realidade trazer graves problemas sanitários, desemprego, desafetos devido ao afastamento físico e muita fome” diz João Pina. “Um vírus que de um momento para o outro a todos apanhou de surpresa, tem alterado a vida de todos pelos 4 cantos do mundo. Poucos serão os que certamente não concordam que estamos perante a maior tempestade das nossas vidas e de forma perentória dizemos continuadamente, que não gostamos de um mundo assim”.

A Fundação “Nova Era João Pina” afirma que não pretende substituir instâncias superiores, “pretende somente levar um pouco de conforto a quem o perdeu”. O slogan da Fundação faz mais sentido que nunca, “junte-se à Fundação, junte-se a esta causa e faça da ‘solidariedade em movimento’ um desejo no Natal de cada um de nós”. Uma luz de esperança que será mais forte que o vírus.

“Todos os dias temos que nos reinventar, fazer diferente, pensar diferente, encontrar soluções, e acima de tudo não ‘baixar os braços’ e continuar. Há projetos cancelados, muitas horas mal dormidas, há medo nos olhos de cada um de nós – um simples encontro de trabalho pode tornar-se em infeção, apesar dos cuidados que todos temos o dever de cumprir – por nós e pelos outros” diz João Pina. “Para além da crise sanitária acentuou-se a crise económica, detemos menos capacidade financeira, principalmente para ajudar. A frase espalhada pelo mundo, com a figura do colorido do arco íris e o ‘vai ficar tudo bem’, na verdade, não está, não vai ficar tudo bem, pelo menos nos próximos anos”.

O empresário João Pina, radicado na região parisiense, apela à colaboração de diplomatas, políticos, pessoas a título pessoal para que se juntem a esta causa de afetos e de ajuda para com a região da Guarda. “Abracem mais uma vez esta causa, vamos fazer uma forte corrente de ajuda – Um quilo de açúcar, um bolo rei, faz a diferença na vida destas pessoas”, diz ao LusoJornal.

 

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