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A Câmara do Fundão está a desafiar os emigrantes, imigrantes e refugiados a partilharem as suas histórias para poder criar o Arquivo Audiovisual das Migrações, disse à Lusa o Presidente daquela autarquia do distrito de Castelo Branco.

“A nossa ambição é criar o maior arquivo oral e de imagem ligado às migrações, à experiência das migrações, visando não só os emigrantes da primeira geração mas também todos os que continuam a emigrar à procura de novas oportunidades e àqueles que encontraram aqui oportunidades”, explicou Paulo Fernandes.

O projeto decorre em parceria com o Jornal do Fundão e as inscrições para que cada um possa partilhar testemunhos começam no dia 15 de julho.

O objetivo é reunir o maior número possível de relatos daqueles que tiveram de procurar melhor vida noutro país, mas também daqueles que fizeram o movimento contrário e que optaram por Portugal para se fixarem, ou seja, os imigrantes e os refugiados que o território tem acolhido.

O resultado deverá contribuir para preservar a memória das migrações e será depois partilhado numa plataforma digital, que estará ao dispor da comunidade em geral e também da comunidade académica.

O projeto engloba ainda uma componente física, que ficará instalada no Seminário do Fundão e integrará o Centro Interpretativo das Migrações, que está a ser promovido pelo Governo em parceria com várias autarquias.

Frisando a importância de registar testemunhos antes que eles se possam perder, Paulo Fernandes também destacou que esta recolha abarca não só a emigração dos anos 60 e 70 (do século XX), como as segunda e terceira gerações (os filhos, os netos e até os bisnetos) e a forma como estas mantêm os vínculos ao território e à portugalidade.

Ou seja, é um projeto que também deverá promover o diálogo intergeracional e simultaneamente contribuir para reforçar laços de inclusão e da lusofonia.

A isto, junta-se ainda a componente dos portugueses que emigraram mais recentemente, bem como dos estrangeiros que escolheram o país e a região como país de destino ou ainda aqueles que foram acolhidos por razões humanitárias.

“Temos aqui também questões muito significativas ao nível da Educação, nomeadamente para aquilo que é um país e uma região mais inclusiva e de acolhimento, mais tolerante e mais cosmopolita”, acrescentou.

 

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