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O Accs Futsal venceu o Campeonato francês da primeira divisão de futsal masculino com 61 pontos em 22 encontros, terminando com dois pontos de vantagem em relação ao Mouvaux Lille.

A equipa parisiense, que colabora com as cidades de Asnières e de Villeneuve-la-Garenne, venceu 20 encontros, empatou um e perdeu apenas um.

O triunfo é total para o Accs que acabou com o melhor ataque com 153 golos apontados e com a melhor defesa: 39 tentos sofridos.

Este é o primeiro título de Campeão de França para o Accs que na temporada passada foi declarado vencedor da prova, mas a Federação Francesa de Futebol não deu o título de Campeão devido ao facto da temporada não ter chegado ao fim por causa da pandemia de Covid-19.

A equipa da região parisiense triunfou com três atletas lusófonos no plantel: os portugueses Ricardinho e Bruno Coelho, e o internacional azeri com origens brasileiras Edu.

No derradeiro encontro da temporada, o Accs derrotou por 5-1 o Nantes na Arena Teddy Riner em Asnières.

Ricardinho, internacional português que já foi eleito seis vezes melhor jogador do mundo, afirmou que a vitória no Campeonato foi sofrida mas merecida.

 

O Accs conseguiu alcançar o título nacional, é uma grande satisfação?

Em termos de resultados desportivos, sim, porque conseguimos ser Campeões. Apesar de eu achar que não era preciso termos sofrido tanto como sofremos até chegar ao último jogo. Dar os parabéns a todas as equipas que competiram bem contra nós. Uma coisa que fica também clara: nunca se deve festejar antes do tempo, isto para quem pense que se ganham as temporadas a meio da época. As temporadas ganham-se no fim. E é uma pena não termos conseguido chegar onde queríamos na Liga dos Campeões, os quartos-de-final, porque apanhámos um FC Barcelona muito forte, aliás o clube espanhol chegou à final [derrota na final frente ao Sporting CP]. Mas acho que competimos de igual para igual com o FC Barcelona, conta uma das equipas que tem mais Ligas dos Campeões no mundo. Foi por detalhes que não conseguimos ir até as grandes penalidades. Faltou-nos um bocado de experiência nos momentos chaves. Obviamente agora o projeto ainda tem muito que melhorar. Sabemos que há algumas coisas com as quais os jogadores não estão satisfeitos, e a direção tem de trabalhar para que a próxima época seja melhor. Aos jogadores que ficam, obrigado por tudo o que fizeram, aos que vão embora, muita sorte para os próximos projetos, para o futuro e obrigado pelo que fizeram no clube.

 

Melhor ataque com mais de 150 golos, melhor defesa, foi uma temporada incrível no Campeonato francês?

Fomos a melhor equipa em todos os aspetos. É verdade que perdemos alguns pontos em terrenos que, se calhar, não estávamos à espera, mas também acontece, as épocas são assim. Sabemos que em França não há ‘play-off’, então temos de ser consistentes. É um título merecido para nós. Uma equipa não se faz só de um jogador, quer seja Ricardinho, Ronaldo, Messi ou o António, faz-se de todos porque todos temos grandes momentos ao longo da época. A equipa soube compensar quando tivemos problemas de Covid-19, quando tivemos problemas com alguns jogadores que regressavam das Seleções e que tinha de ficar de quarentena, ou ainda dos problemas financeiros que houve no clube. O mais importante foi que esta equipa demonstrou que, quando entra para o campo, esquece todos os problemas e quer é ganhar.

 

A nível pessoal como foi esta época? Teve uma lesão que o afastou dos terrenos…

Foi muito triste para mim essa lesão. A mim custa-me muito porque eu gosto de estar até ao final, para ajudar nos momentos-chave, momentos mais decisivos, mas não foi este ano e a equipa conseguiu compensar essa falta. Afinal de contas somos todos Campeões, desde aquele que jogou no primeiro jogo ao junior que subiu à equipa principal para compensar a falta de jogadores num momento da época. Temos um grupo brutal e fomos equipa até ao fim.

 

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