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O Accs e o Mouvaux estão na luta pelo primeiro lugar no Campeonato francês da primeira divisão de futsal. O Mouvaux Lille lidera com 50 pontos após 18 jogos realizados, mais um ponto do que o Accs Asnières Villeneuve 92.

No passado fim de semana o Accs venceu em casa por 5-1 o UJS Toulouse, enquanto o Mouvaux derrotou por 5-3 o Toulon Elite.

Faltam quatro jogos para o fim do Campeonato. Já neste fim de semana, o Accs vai receber o Mouvaux no Ginásio Arena Teddy Riner em Asnières-sur-Seine. Um jogo decisivo para o título de Campeão.

Antes do encontro decisivo, o LusoJornal falou com o internacional português do Accs, Bruno Coelho. Para o atleta luso, este jogo é talvez o mais importante da temporada.

O LusoJornal também abordou com Bruno Coelho a ausência de Ricardinho, lesionado e que não pode dar o contributo à equipa do Accs.

Bruno Coelho também falou da próxima temporada em que a Seleção portuguesa de futsal vai participar no Mundial, em setembro de 2021 e no Europeu, em janeiro de 2022.

 

No próximo fim de semana, o Accs vai defrontar o Mouvaux, o que podemos dizer deste jogo?

É o mais importante da temporada.

 

O clube da região parisiense está a um ponto do Mouvaux…

Foram jogos cruciais até agora. Não podíamos perder pontos. Continuamos a depender só de nós para sermos Campeões. Vamos continuar a trabalhar forte todos os dias para conquistar o título.

 

A equipa do Mouvaux tem surpreendido?

Tem uma boa equipa, tem bons jogadores, muitos são internacionais. Nós temos tido algumas lesões de jogadores importantes. Também tivemos jogadores que saíram ao meio da época. Mas temos de continuar apenas focados em nós. Dependemos só de nós e vamos dar tudo em campo para alcançar o nosso objetivo: o Campeonato.

 

Tem sido complicado o regresso após os jogadores terem estado nas Seleções?

É complicado. Estivemos parados, depois tivemos os jogos da Seleção, tivemos aliás muitos jogadores nas Seleções. E quando temos de regressar, ainda por cima com jogos em atraso, em que jogamos todos os três dias, temos pouco tempo de treino e de preparação, e é normal que as coisas não saiam tão bem como nós queremos. Vamos continuar a tentar pôr em prática o que treinámos.

 

Na passada quarta-feira, dia 21 de abril, o Accs venceu por 5-3 o Sporting Club Paris, um jogo complicado…

Foi um jogo renhido, foi um jogo complicado. Acho que entrámos um pouco mal no encontro, começámos logo a perder por 0-2, e tivemos de ir atrás do resultado. Ir atrás é mais cansativo contra uma boa equipa. Na primeira volta tínhamos vencido com um resultado bem maior, mas isso não quer dizer que eram menos bons. O jogo desta segunda volta foi complicado, mas conseguimos dar a volta ao resultado e vencer o jogo.

 

Ricardinho está lesionado. Faz falta à equipa?

O Ricardo faz sempre falta. O Ricardo é o melhor jogador do mundo. Faz sempre falta. Quero deixar-lhe uma palavra de melhoras porque não é fácil, não está a passar o melhor momento da carreira. Uma lesão grave que o tirou dos campos até ao final da época. Esperemos que tudo corra bem e que vai correr bem, e que consiga estar apto para o Mundial da modalidade. Mas claro, ele faz falta a qualquer equipa do mundo.

 

Mas a lesão abalou a equipa?

Não, não abalou. Faz falta o Ricardo, sabemos qual é a importância do Ricardo, mas nós temos de jogar, temos de competir e temos de lutar com as armas que temos. Neste momento, estamos com esta equipa, com estes jogadores, e é com estes que vamos à luta até ao fim para tentar alcançar o nosso objetivo.

 

Portugal conseguiu apurar-se para o Europeu de 2022, apesar de um início complicado nas eliminatórias?

Não começámos da melhor maneira. Um empate com a Polónia, depois vencemos lá, depois outro empate com a República Checa, e acabámos com uma vitória frente aos Checos. Não foi o melhor início, mas conseguimos, como grande Seleção que somos, com grandes atletas, com grandes jogadores, dar a volta e passar em primeiro, que era o nosso principal objetivo e estar no Europeu.

 

Em quatro meses, vai haver o Mundial e depois o Europeu, isto para além dos Campeonatos nacionais. A próxima temporada vai ser complicada?

Isto é a nossa vida, é o nosso trabalho, é o que gostamos de fazer. E se não for assim, não tem graça. São duas competições, tanto uma como a outra, bastante exigentes num curto espaço de tempo, sendo que para o Europeu temos menos tempo de preparação do que para o Mundial. Vamos fazer a pré-época com a Seleção, durante cerca de um mês, um mês e meio. Mas são duas competições em que temos de estar no máximo das nossas capacidades. Depois teremos ainda o Campeonato e talvez a Taça, o que significa que são muitos jogos. Mas isto é o nosso trabalho, gostamos disto e se não for assim, não tem graça. Vai ser bom.

 

O terceiro confinamento em França começa a pesar?

Claro que sim, mas felizmente conseguimos continuar a trabalhar. Temos o nosso trabalho, isso é importante. Há pessoas que recebem menos ou que estão em teletrabalho, ou empresas que deram falência, e neste momento temos de nos sentir como privilegiados por conseguirmos fazer o nosso trabalho. Não é fácil, mas as pessoas têm de continuar a proteger-se e proteger os outros. Enquanto toda a população não é vacinada, como tem de ser, vamos ter de continuar a lutar.

 

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