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A associação Gaivota comemora este ano 20 anos de existência. Criada em Bry-sur-Marne por Maria José Henriques – que continua a presidir a estrutura – tem sabido promover o fado, mas também outras vertentes da cultura portuguesa.

A associação organiza todos os meses um Encontro, onde partilha fado, poesia, e outras formas de promoção cultural. Mas também tem estado associada a concertos de fado e de música lusófona.

 

Qual o impacto do confinamento para a associação?

Infelizmente, esta pandemia obrigou-nos a anular todos os “Encontros Mensais da Gaivota” que estavam agendados, assim como a pôr em stand-by todos os projetos que estavam no ar, pois não sabemos o que será possível fazer ou não nos próximos meses. Devíamos ter um “Encontro” no domingo 15 de março, dia da primeira volta das eleições municipais, mas preferimos anular pois as coisas já estavam bastante feias e não queríamos fazer correr riscos a ninguém.

 

Este confinamento trouxe problemas financeiros para a associação?

Embora não haja lucros, pois não há atividades, temos a sorte de não termos problemas financeiros, pois não tínhamos avançado com dinheiro para os ditos projetos. Mas foi por pouco… E como somos uma associação pequena, ia ser complicado. Não solicitámos apoios, nem aqui nem em Portugal. Tentamos sobreviver com o que temos. Outras associações têm mais necessidade, pois têm grandes despesas.

 

Quando espera que a associação volte às atividades?

Tenho esperança que recomece tudo em setembro, que este vírus se canse e nos deixe em paz para que se avance com concertos e para podermos festejar dignamente os vinte anos da nossa associação Gaivota.

 

Acha que o público vai continuar a frequentar as associações?

Isso é o grande ponto de interrogação! Faço votos para que as pessoas continuem a ir às associações. Que continuem a participar nos jantares que algumas fazem e que se inscrevam nas atividades. Caso contrário será muito, mas muito complicado!

 

A Gaivota não serve refeições, mas vão poder continuar a servir petiscos?

Nós não servimos refeições, mas temos efetivamente um bar com petiscos. Não sei se poderemos continuar ou não. Muitas perguntas ainda não têm resposta.

 

Depois da pandemia, o que pode mudar no movimento associativo português?

Sem dúvida alguma que vai haver mudanças no meio associativo e infelizmente, para algumas, vai ser muito complicado sobreviver. Teremos de nos adaptar da melhor maneira possível com a ajuda de todos. Esperemos que as coisas melhorem daqui até setembro para que se possa viver de novo o mais normal possível.

 

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