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Gala da Cap Magellan distinguiu portugueses e lusodescendentes

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Em noite de festa da Comunidade portuguesa em França, as portas da Mairie de Paris abriram-se para mais de 600 Portugueses e lusodescendentes numa noite de homenagem aos mais jovens, pontuados com momentos musicais.

O salão principal da Mairie de Paris pintou-se de vermelho e verde para receber a Comunidade portuguesa na gala organizada pela associação Cap Magellan, com o apoio da capital francesa e da Câmara Municipal de Lisboa. Uma noite em que muitos portugueses e lusodescendentes atravessam estas portas pela primeira vez.

“Esta noite é uma desculpa para destacar personalidades da nossa Comunidade por contribuírem para o bem comum. Muitos Portugueses só entram aqui neste dia e há um esforço para nos fazerem sentir em casa. Mas foi também uma batalha e é algo muito importante. Não são só empresários que estão aqui, são professores, porteiras, pessoas que noutro quadro não viveriam este momento”, afirmou Anna Martins, lusodescendente e Presidente da Cap Magellan.

A gala começou em 2011 e tem vindo a ganhar relevo no calendário da Comunidade portuguesa, distinguindo os jovens valores das Comunidades lusófonas. Cassandra de Sousa, filha de pai português, foi uma das laureadas da noite, recebendo o prémio Banque BCP de melhor aluna do ensino superior, superando Ana Isabel Esteves de Freitas e Bruna Oliveira Rodrigues. “É um prémio para o meu pai, que chegou aqui a França sem nada. Esta distinção significa a comunhão entre os meus dois países que são a França e Portugal”, indicou a jovem lusodescendente de 23 anos que terminou recentemente o seu Mestrado em Direito na Sciences Po Paris e quer trabalhar como advogada em França e Portugal. “Há tanto a fazer ainda. Sinto que os Portugueses vieram para França para ajudar a construir este país e agora cabe-nos a nós fazer também coisas em Portugal”, sublinhou Cassandra de Sousa.

O prémio Fundação Calouste Gulbenkian de melhor aluno do Liceu foi atribuído a Louise Mui do Lycée Montaigne, que obteve o seu BAC com uma média de 19,37, superando os outros nomeados Héloïse Montes e Francesco Bogoni.

A gala prosseguiu com prémios em diversas áreas.

O prémio Cap Magellan de melhor jovem empresário foi atribuído a João Cardoso por LOVYS, uma aplicação de seguros que permite aos automobilistas terem um seguro, superando Mickael Carvalho – empresa FInd & Order, e Charlotte Campergue – empresa L’art em bouteille.

O Prémio Simão Carvalho de melhor projeto associativo foi atribuído a EmBuscaDe, associação baseada em Poitiers que organiza vários eventos em torno da lusofonia. Os outros nomeados foram: Migracult, associação que quer lançar o projeto ’25 de abril’ recordando a história dos países lusófonos, e Vivências do Minho, grupo folclórico que tem como projeto desenvolver a sua comunicação digital na internet e através de vídeos promocionais.

O Prémio Vilamoura e Trace Toca de melhor revelação musical foi atribuído a Supa Squad, um grupo caboverdiano que mistura vários géneros musicais entre eles reggae e dancehall, superando RduploV, jovem artista que quer promover o rap português em França, e SN, jovem rapper português.

A noite foi marcada por vários momentos musicais levados a cabo pelo fadista Duarte e por Marisa Liz e Miguel Gameiro que fizeram duetos com jovens lusodescendentes. A plateia levantou-se e comoveu-se com a homenagem do cantor lusodescendente Sou Alam e da franco-brasileira Aïcha Benzerga a Vitorino, quando cantaram “Menina estás à janela” e “Grândola Vila Morena”.

Outro ponto alto da noite foi a vitória do Collectif Collage Féminicides para o prémio Groupe Pina Jean de melhor iniciativa cidadã. Iniciado por uma lusodescendente, este projeto visa colar de forma ilegal cartazes pelas cidades francesas alertando para a violência contra as mulheres. Este coletivo já o fez também em português nas ruas de Paris e incitou as mulheres portuguesas a fazerem a mesma coisa. Este projeto superou a C.T.P (Association Culturelle des Travailleurs Portugais) e a plataforma Toolib.

A gala teve este ano o apoio da região de Trás-os-Montes com a representação de autarcas de nove concelhos da região, num esforço de aproximação às Comunidades. “Estamos aqui para representar o nosso território com todos os seus valores. Somos uma região única na nossa originalidade e queremos demonstrar aos lusodescendentes que estão aqui em Paris que também estamos com eles, que estamos muito próximos. Queremos estreitar estas relações”, indicou Artur Nunes, Presidente da Comunidade Intermunicipal de Trás os Montes.

A preocupação da Cap Magellan é se vão poder repetir este evento, já que com as eleições municipais em França à espreita, já em março de 2020, o Protocolo pode não continuar. “Esta pode vir a ser a nossa última gala, porque o entendimento continuou com Fernando Medina e Anne Hidalgo, mas não sabemos se continuará”, concluiu Anna Martins.

 

Mário Cantarinha e Marco Martins, com Lusa

 

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Liste des lauréats:

Prix Cap Magellan – Fondation Calouste Gulbenkian du meilleur lycéen: Louise Mui, jeune lusodescendante qui après un baccalauréat scientifique obtenu avec une moyenne de 19.37 au lycée Montaigne, à Paris, vient de débuter une première année en classe préparatoire PCIS (Physique-Chimie-Sciences de l’Ingénieur) et espère pouvoir étudier au Portugal.

 

Prix Cap Magellan – Banque BCP du meilleur étudiant: Cassandra de Sousa, étudiante en master II de droit économique à Sciences Po Paris, elle ambitionne depuis toute petite de devenir avocate. Grâce à de nombreuses expériences dans le domaine juridique, elle a pu se perfectionner et espère pouvoir passer le concours du Barreau de Lisbonne.

 

Prix Cap Magellan – Groupe Pina Jean de la meilleure initiative citoyenne: Collectif Collage Féminicides, un collectif de 40 femmes, mené par une lusodescendante, réalisant des actions de rue (notamment des collages de slogans dans les rues parisiennes) afin de protester contre les féminicides.

 

Prix Cap Magellan du meilleur jeune entrepreneur: João Cardoso pour LOVYS, créateur d’une application d’assurances qui permet aux particuliers d’assurer en deux clics leurs biens. Souhaitant organiser une journée portes ouvertes pour tous les jeunes étudiants de nationalité portugaise, Lovys proposera un stage à l’un d’entre eux.

 

Prix Cap Magellan – Simão Carvalho du meilleur projet associatif: EmBuscaDe, association étudiante basée à Poitiers, et qui organise de nombreux événements culturels afin de promouvoir la lusophonie. L’association organise en 2019 un festival culturel autour de la lusophonie, avec notamment un concert du groupe Xutos e Pontapés.

 

Prix Cap Magellan – Vilamoura club – Trace TOCA de la meilleure révélation artistique musicale: Supa Squad, groupe de musique Cap-Verdien, qui fusionne le reggae, le dancehall, le moombahton et l’afro-beat pour donner des projets innovants et originaux.

 

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