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A Galeria francesa Jeanne Bucher Jaeger, que representou a pintora Vieira da Silva toda a sua vida, vai abrir um novo espaço em Lisboa para receber não só exposições, mas também concertos e conferências.

“A galeria vai abrir um espaço mais como uma casa, e vai assumir um papel não só de ligação com os nossos artistas, mas também vamos ter conferências, concertos e outros eventos sempre num ambiente muito familiar”, afirmou a Diretora-geral da galeria, Véronique Jaeger, em declarações à Lusa, em Paris.

Este novo espaço em Lisboa, junto ao Museu do Chiado, deverá ser inaugurado no início de 2021, a tempo da Temporada Cruzada França-Portugal que foi adiada para 2022, e vai ampliar a galeria inaugurada na capital portuguesa em janeiro de 2018, a primeira fora de França, da icónica casa parisiense.

“Vamos conseguir preparar ainda melhor este evento e nós, que estivemos desde sempre em Paris, vamos ter também um sítio pronto em Lisboa para acolher exposições e assumir plenamente esse papel entre França e Portugal”, indicou a galerista.

Durante o período de confinamento, que Veronique Jaeger passou em Portugal, já que divide o seu tempo entre Lisboa e Paris, a galeria não parou o seu trabalho, continuando a preparar exposições e falando com os artistas que representa. No entanto, Jaeger antecipa as consequências negativas da pandemia. “Claro que é uma situação difícil a nível social e económico”, referiu.

A aposta desta galeria vai centrar-se daqui para a frente mais nas suas exposições próprias e diminuir o número de empréstimos das suas coleções.

Na galeria situada no coração do Les Marais, 3º bairro da capital francesa, a exposição “Seeing”, de Michael Biberstein, pintor americano-suiço que se instalou em Portugal durante 40 anos, acabou por ficar confinada.

Aberta no início de março, esta exposição teve, segundo Véronique Jaeger, uma ‘vernissage’ “com muito sucesso”, levando a galeria a prolongar a mostra até 25 de julho, permitindo aos parisienses o acesso a algumas das primeiras obras do pintor, em diálogo com alguns trabalhos tardios. “Tudo já lá estava. Ele explorou bastante a arte conceptual antes de encontrar a sua forma de pintar e ele, mesmo na sua fase inicial, coloca-nos no lugar de observador”, explicou Véronique Jaeger.

A galeria prepara a sua próxima exposição sobre o pintor Mark Tobey, que abrirá portas em Paris em outubro, e poderá depois seguir para o novo espaço em Lisboa.

 

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