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O Governo português mandatou o Cônsul-geral em Paris para obter das autoridades francesas esclarecimentos sobre o caso do cidadão luso-francês morto pela polícia na semana passada em França, disse à Lusa o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

“O Governo português está a acompanhar desde a primeira hora o sucedido – a morte deste português por parte das autoridades policiais -, e já foram dadas instruções ao Cônsul-geral de Paris tendo em vista obter das autoridades todos os esclarecimentos sobre os factos e as circunstâncias que justificaram esta atuação das autoridades policiais”, garantiu José Luís Carneiro.

“Hoje mesmo [ndr: ontem, quarta-feira] houve uma reunião em que esteve presente o Presidente da câmara da localidade onde temos esta Comunidade portuguesa e já houve contactos com a família da vítima”, precisou o governante.

Além de indicar tratar-se de “um cidadão com dupla nacionalidade”, o Secretário de Estado escusou-se a revelar mais pormenores sobre o caso, por “se encontrarem na reserva do inquérito que está a ser desenvolvido pelas autoridades francesas”.

No dia 19 de agosto, Luís Bico, de 48 anos, foi abatido a tiro pela polícia junto à sua residência, em Châlette-sur-Loing, Montargis, quando fugia na sua viatura, após uma denúncia feita pouco antes de que ameaçara alguém com uma faca no centro da cidade.

A polícia local desde logo excluiu a hipótese de atentado terrorista, por conhecer o homem e saber que este tomava medicação para problemas psiquiátricos, vivia com a mãe e não tinha antecedentes criminais, de acordo com o ministério público de Montargis.

Quando os polícias tentaram interpelá-lo, o homem trancou-se no carro e exibiu a faca e ameaçou matá-los e “colocar bombas em toda a cidade”.

Numa gravação vídeo feita por um vizinho, vê-se a chegada de reforços, os agentes a cercarem o veículo para impedir o homem de fugir e a partirem à cacetada o vidro lateral e o para-brisas.

Luís Bico fez marcha atrás, embateu neles, depois avançou e conseguiu sair do estacionamento, altura em que os polícias começaram a disparar sobre a viatura, que avançou alguns metros e acabou por deter-se num relvado próximo de um supermercado, crivada de balas. O cidadão luso-francês sucumbiu aos ferimentos.

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