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Rui Pinto, ‘hacker’ [ndr: pirata informático] português detido na Hungria, está a colaborar com a justiça francesa na investigação iniciada pelo ‘Football Leaks’, que envolve a UEFA, o PSG, e o Manchester City entre outras entidades.

A justiça francesa não deu nenhuma informação à polícia portuguesa sobre este assunto envolvendo Rui Pinto. A Polícia Judiciaria desconhece essas informações. Aliás as autoridades nacionais não foram contactadas pela justiça francesa a propósito do ‘hacker’ Rui Pinto.

Estas informações foram divulgadas à imprensa por William Bourdon, um dos advogados de Rui Pinto. O advogado francês de 62 anos afirmou também que a detenção do ‘hacker’ português em Budapeste terá sido efetuada apenas relativamente ao caso Doyen, um fundo de investimentos de futebol sediado em Malta e que foi alvo do ‘Football Leaks’. Doyen terá sido a primeira vítima do hacker português em 2015

O alegado pirata informático pode incorrer numa pena de prisão até 10 anos.

 

‘Football Leaks’ em linha de mira

Os casos franceses foram revelados no âmbito do caso ‘Footbal Leaks’ pela imprensa francesa em 2018, por Mediapart.

Estes casos envolvem até o ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy, que estará em cópia dos emails mandados por Gianni Infantino [ndr: Presidente da FIFA], quando este era Secretário-geral da UEFA, para o Presidente do Manchester City, Khaldoon Al Mubarak. O ‘Football Leaks’ indica que a UEFA terá ajudado os clubes como o PSG e o Manchester City a encobrir as irregularidades por motivos políticos.

Segundo o ‘Football Leaks’, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos terão injetado 4,5 mil milhões de dólares ilegalmente nos clubes para aumentar o orçamento e cumprir as regras da UEFA. A UEFA diz que os clubes não podem gastar mais do que ganham num ano e os limites do défice são de 30 milhões em três épocas, é o chamado ‘fair-play financeiro’.

 

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