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Hélène Farnaud-Defromont foi nomeada Embaixadora de França junto da República Portuguesa em substituição da Embaixadora Florence Mangin que já saiu de Lisboa antes das férias de verão, rumo ao Vaticano. O Decreto de nomeação da Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária Hélène Farnaud-Defromont, assinado pelo Presidente Emmanuel Macron, pela Primeira-Ministra Élisabeth Borne e pela Ministra da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Catherine Colonna, data de 9 de agosto.

Com 52 anos de idade, a nova Embaixadora de França em Portugal teve a sua última missão na Bélgica, onde chefiou a Embaixada francesa entre 2019 e novembro de 2021. Já este ano devia assumir as funções de Conselheira diplomática da Primeira-Ministra Élisabeth Borne, mas Emmanuel Macron teria vetado esta nomeação.

Hélène Farnaud-Defromont ocupou, entre fevereiro de 2016 e julho de 2019 a importante função de Diretora Geral da Administração e Modernização no Quai d’Orsay. Conhece o Ministério como poucos conhecem já que tinha competências em áreas tão variadas como as dos recursos humanos, assuntos financeiros, sistemas de informação, segurança diplomática, imobiliário e logística.

Natural de Lille, onde se licenciou em história, Hélène Farnaud-Defromont entrou para a carreira diplomática em 1994 como redatora na Direção dos assuntos estratégicos e do desarmamento. Teve uma passagem enquanto Conselheira cultural junto da Embaixada de França em Amman, na Jordânia, mas praticamente toda a experiência da diplomata foi adquirida em Paris, por exemplo enquanto Diretora da importante Agência para o ensino francês no estrangeiro (AEFE), que gere cerca de 500 escolas espalhadas pelo mundo, com uma equipa de mais de 6.500 profissionais, entre professores e administrativos.

Foi também Diretora do Gabinete do Ministro delegado ao desenvolvimento no Ministério dos Negócios Estrangeiros, Pascal Canfin, e, entre 1997 e 1999 foi Conselheira para questões internacionais do Primeiro Ministro Jean-Marc Ayrault.

Foi com esta experiência que Elisabeth Borne a convidou para integrar a equipa de Matignon, na qualidade de Conselheira diplomática. Mas, segundo a imprensa francesa, Emmanuel Macron teria vetado esta nomeação.

Para uns, a razão tem a ver com o facto de, em 2020, o Tribunal de contas francês ter condenado duas antigas Diretoras da AEFE, entre as quais Hélène Farnaud-Defromont, por irregularidades em concursos públicos de compra de material e prestação de serviços informáticos.

Para outros, trata-se do facto de ter sido Conselheira do Primeiro-Ministro Jean-Marc Ayrault, num Governo socialista.

Para outros ainda, foi pelo facto de ser casada com Christophe Farnaud, também ele diplomata, a dirigir a Direção da África do Norte e Médio Oriente no Quai d’Orsay. Ora Christophe Farnaud desentendeu-se com a célula diplomática do Elysée e foi afastado por Emmanuel Macron.

Lisboa foi então a capital que calhou a Hélène Farnaud-Defromont e vai agora instalar-se no Palácio de Santos.

 

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