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«Batalha de La Lys – O Dever de memória» é o título do livro de Manuel Nascimento, editado pelas Edições L’Harmatan, exatamente no 90° aniversário da Batalha de La Lys, cujo sinistro balanço em 9 de abril de 1918, foi aproximativamente, de 20.000 homens da Divisão portuguesa comandada pelo General Gomes da Costa.

Este livro bilingue, editado há mais de dez anos, tem por objetivo dar mais amplo conhecimento sobre as razões da entrada de Portugal na Primeira Grande Guerra Mundial em França, e da quase desconhecida participação dos soldados portugueses, que lutaram na Flandres junto dos aliados, para libertar o povo francês.

Manuel Nascimento relatou-nos ele mesmo, as razões que o levaram a escrever sobre este assunto: «Lembrar a Batalha de La Lys é prestar homenagem aos soldados portugueses que lutaram ao lado dos Aliados durante a Primeira Guerra Mundial. Portugal tinha acabado de sair da Revolução para iniciar a Primeira República em 5 de outubro de 1910 e segundo os diversos partidos republicanos, estava ainda muito frágil para participar numa Guerra mundial. O Partido Democrático que estava no poder, relembrando os combates vitoriosos dos Portugueses contra os Alemães, que se tinham travado nas fronteiras das colónias portuguesas em Ấfrica, resolveu ir para a Guerra para demonstrar e afirmar o prestígio e a diplomacia face às potências monárquicas. Desta maneira, se uma incursão monárquica com o intuito de derrubar a recente República Portuguesa acontecesse, esta poderia esperar um apoio das potências ajudadas. Para melhor compreender este raciocínio, não esqueçamos que em 1898, 1912 e 1913, a Inglaterra e a Alemanha, tinham negociado entre elas a partilha das colónias portuguesas em Ấfrica. Por isso, eventualmente em agradecimento da ajuda portuguesa, poderiam esquecer a cobiça…»

É preciso dizer-se que a memória dos Franceses e dos Portugueses a propósito destes combates mortais da Batalha de La Lys do dia 9 de abril de 1918 é frágil, apesar a placa na «Avenue des Portugais» em Paris, lembrando este combate mortal que implicou essencialmente os Portugueses, os Ingleses e os Alemães e que ficou durante muito tempo ignorada pelos historiadores franceses e do povo francês que rapidamente varreu da memória a participação de Portugal, combatendo junto das forças aliadas, pela liberdade da França.

 

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