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Comunidade

 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, reúne-se hoje com o Sindicato dos trabalhadores consulares, que entretanto suspendeu a greve anteriormente anunciada, para analisar questões relacionadas com o reforço de recursos humanos e revisões remuneratórias.

Numa nota enviada à Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) anunciou o agendamento de uma reunião com o STCDE – Sindicato dos Trabalhadores Consulares, das Missões Diplomáticas e dos Serviços Centrais do Ministério dos Negócios Estrangeiros, para 05 de setembro, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, mas o encontro foi adiado para hoje.

O Ministério, na nota, reconheceu “a necessidade de reforçar os Serviços Periféricos Externos do Ministério de Negócios Estrangeiros, designadamente a sua capacidade para uma cada vez mais eficaz resposta às Comunidades portuguesas e às solicitações de cidadãos estrangeiros interessados em vir para Portugal ou em investir” no país.

“Os serviços do MNE têm sistematicamente desenvolvido trabalho intenso e estrutural para a prossecução destes desígnios”, refere-se no texto.

A reunião “servirá, assim, para debater assuntos de interesse mútuo, e, nomeadamente, passar em revista as medidas gizadas e as propostas que têm sido trabalhadas” pelo Ministério “relativamente ao reforço de recursos humanos, à revisão da tabela salarial para os trabalhadores recrutados localmente para exercerem funções nos Serviços Periféricos Externos, à correção cambial, além das tabelas remuneratórias para os postos no Brasil”, acrescentou-se na nota.

Na reunião participa também o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo.

O Secretário-geral adjunto do STCDE, Alexandre Vieira, disse anteriormente à Lusa que o sindicato decidiu suspender a entrega de um pré-aviso de greve para o período de 05 a 09 de setembro na sequência da marcação da reunião com o Ministro. “Somos um Sindicato responsável que faz pontes e não destrói pontes. Foi uma decisão unânime da Direção do STCDE”, explicou Alexandre Vieira, em 26 de agosto.

Um dos motivos da greve “tem a ver com a contratação de novos funcionários, porque os postos estão completamente desertos, porque os vencimentos são muito baixos, e também tem a ver com as novas tabelas salariais”, referiu Alexandre Vieira.

 

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