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João Heitor apoia candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura’2021

LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha

O livreiro e ator cultural João Heitor esteve na semana passada na Guarda para apoiar a candidatura daquela cidade a Capital Europeia da Cultura em 2027. O ativista cultural, originário da Meda, participou numa ação com vários outros agentes culturais e no qual também participou o Presidente da Câmara Municipal da Guarda.

“Assumimos desde a primeira hora a cultura como fator importante para o desenvolvimento económico da região e com o trabalho que foi realizado ao longo destes últimos anos, com o trabalho que queremos ainda realizar, com a colaboração de várias entidades, várias personalidades, gente que não vou dizer que são profissionais da cultura, mas que são especialistas em diferentes áreas da cultura, que representam valores essenciais daquilo que é identidade portuguesa, temos a convicção plena que vamos conseguir projetar a Guarda através da cultura e ganhar esta candidatura da Capital Europeia da Cultura” disse ao LusoJornal o Presidente Carlos Monteiro. “Acreditamos que temos potencialidades, temos riquezas patrimoniais, gastronómicas, culturais, educacionais, técnicas, cienfíficas, que temos de reunir num plano que tem de ser racionalmente organizado, para que o júri, em 2021, tenha sérias dificuldades em não considerar que a Guarda é aquela que apresenta as melhores condições, os melhores pressupostos, para se afirmar em 2027 como Capital Europeia da Cultura”.

João Heitor concorda plenamente e acredita na candidatura. “Eu penso que nós temos condições para ganhar o concurso, porque somos uma região com 17 concelhos, que vai desde Gouveia, Seia, até Foz Côa, temos um património cultural fora de série. Évora não necessita de mais turistas, porque está cheia de turistas” afirma.

João Heitor considera que o júri vai escolher zonas do país mais desertificadas, e garante que o apoio da cidade espanhola de Salamanca, que já foi Capital Europeia da Cultura, é uma mais-valia para o projeto. “Parece-me que o espírito das candidaturas não vai tanto por Porto, Lisboa ou Évora,… que já são cidades desenvolvidas, com turismo, mas mais por zonas como a nossa. A nossa zona está despovoada, as pessoas partem e não voltam, como dizia o Presidente da Câmara não é apenas para trazer para cá 200 concertos, mas é também para desenvolver. Foi o que eu tentei trazer, dar esta experiência sociológica, cultural, através da minha experiência” disse João Heitor ao LusoJornal. “Há milhares de coisas a desenvolver”. E uma delas é a abertura de um Museu nacional da emigração. “A Guarda, pela sua situação geográfica, tem de ter aqui um centro de estudos sobre as questões migratórias, tem de aproveitar esta operação para abordar também estes assuntos, porque também são culturais” diz João Heitor.

“Temos uma realidade muito específica de uma cidade do interior, com despovoamento, em que o desemprego também nos assola de uma forma grave, o envelhecimento da população é um fator negativo, e a verdade é que conseguimos transformar as dificuldades em potencialidades” afirma o Presidente da Câmara. “A pergunta é mesmo esta, como é que uma cidade com estes problemas, se quer projetar a nível europeu? Porque somos um povo resiliente, porque acreditamos que as nossas potencialidades são superiores às nossas dificuldades, e por isso, aqui, a mola de desenvolvimento é exatamente a cultura, é o trabalho que temos desenvolvido, a nossa história, aquilo que nos identificou ao longo de séculos, a nossa capacidade de reunir ao longo deste projeto as línguas, o nosso conhecimento,… vamos conseguir” diz com otimismo.

 

 

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