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“La Capella Sanctae Crucis”: Concerto de música portuguesa do século 17 em Lyon

LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos

No sábado dia 22 de setembro Tiago Simas Freire, doutor em música e diplomado de arquitetura e de flauta, tocou, acompanhado dos seus amigos músicos e cantores que formam a “La Capella Sanctae Crucis”, formação profissional criada em 2012 por Tiago Freire.

Interpretam músicas inéditas portuguesas, músicas conservadas no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, e que têm como tema uma missa extraída do velancio “La Zagala mais hermosa” (A pastora mais formosa) em honra de Nossa Senhora da Natividade, festa do 8 de setembro 1642.

A igreja de S. Policarpo, em Lyon 5°, foi o local escolhido para o concerto, sobretudo pelas suas qualidades acústicas. Várias centenas de pessoas puderam apreciar o trabalho de Tiago Simas Freire e da sua equipa. Todos aplaudiram fortemente.

Enquanto pesquisador musical e pedagogo, Tiago Simas Freire é convidado a animar “ateliers” na Escola Superior do Porto, no CRR de Paris, e no CNSMD de Lyon, assim como em vários outros Conservatórios, como por exemplo, os de Bruxelas, Coimbra e Aveiro. Também é convidado para fazer múltiplas conferências para apresentar os seus trabalhos.

Tiago Simas Freire dirigiu com mestria, agradando ao público, com Manuela Lopes (soprano), Marie Remandet (soprano), Bruno le Levreur (alto), Sylvain Manet (alto), Josquin Gest (alto), Davy Cornillot (tenor), Ricardo Leitão Pedro (tenor e guitarra baroca), Jérôme Casalonga (barítono), Eric Chopin (baixa), Lucile Tessier (dulciane, chalemie e flautas), Sara Águeda (harpa ibérica), Kazuya Gunji (órgão e cravo), Tiago Simas Freire (na corneta à bouquin e flauta-e-tambor).

“Estou muito contente com tudo o que aconteceu hoje aqui. Tive também a presença da minha ‘Mãe de coração’, Isabel Bernardes e do meu pai, João Freire. Os meus projetos são vários, além dos estudos e pesquisas, concertos durante o próximo ano e ainda antes do final deste ano, incluindo Lisboa, no outubro” disse ao LusoJornal.

Tiago Freire tem um “grande projeto” com a Universidade de Coimbra, de Lyon e Jean Monet em S. Etienne, “que é de continuar as minhas pesquisas musicais”.

Também prepara o segundo CD do grupo. O primeiro CD teve grande sucesso. Chamar-se “Zuguambé: Música para a liturgia do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra c.1650”, lançado pela Harmonia Mundi, em setembro do ano passado.

Tiago Simas Freire é o único pesquisador a trabalhar sobre a história da música portuguesa do século XVII.

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