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Lançamento do Festival do Rio Grande do Sul na Embaixada do Brasil em Paris

LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo

Quarta-feira, dia 19 de setembro, foi o dia escolhido para a abertura oficial da 6ª edição do Festival do Rio Grande do Sul de Paris organizado pela Associação Sol do Sul. O evento teve lugar na Embaixada do Brasil em Paris e contou com a projeção do filme “Obá Obá Obá” em presença do realizador Benjamin Rassat.

O filme, realizado durante o Mundial de futebol de 2014, foi filmado nas 12 cidades anfitriãs do certame. O documentário musical tem a duração de 10h30 divididas em 11 episódios de 52 minutos e apresenta um retrato do Brasil contemporâneo através da obra do cantor Jorge Ben interpretado por uma centena de jovens artistas, cantores, dançarinos e poetas da nova vaga artística do país. Foi exibido durante o serão o quarto episódio realizado em Porto Alegre e Curitiba.

Em seguida, foram apresentados alguns dos músicos e dançarinos que atuarão no Festival, vindos especialmente do Brasil para o acontecimento.

Em declarações ao LusoJornal Jaqueline Dreyer, Presidente da Associação Sol do Sul, explica que o objetivo do Festival “é o de promover tanto a nível cultural como turístico o sul do Brasil, uma região muito pouco conhecida e sair do cliché da capoeira, do carnaval e da batucada. O Brasil é muito mais do que isso, e em França continua-se a bater na mesma tecla, naquilo que vende”.

A dirigente associativa defende que para combater os estereótipos é necessário trazer “verdadeiros artistas de lá. Este ano temos 25 pessoas que vieram, por vezes temos 30, outras 20. Queremos mostrar uma cultura autêntica”.

O Festival prolonga-se até domingo, dia 23 de setembro. E conta, na sua rica programação, com conferências sobre História ou gastronomia no Cercle des délégués permanentes de l’UNESCO, no dia 20.

No sábado dia 22, terá lugar no adro da Mairie do 14° bairro de Paris uma série de concertos com músicos e dançarinos não somente brasileiros (Renato Fagundes, Garrão de Potro, Tiago Apolinário, Antônio Carlos Careca e Luiza Botolli) mais igualmente portugueses, como o Tuga’s Band e italianos como o Coro Sono Solo Canzonette.

Estarão à disposição vários stands de promoção de produtos do Rio Grande do Sul e ainda espaços desportivos, de turismo e para as crianças com atividades lúdicas, e também um espaço de gastronomia para a descoberta do chimarrão e de várias especialidades brasileiras.

No domingo, dia 23 terá lugar o já tradicional churrasco de encerramento do Festival que conta, este ano, com o assador profissional Fernando Schimanoski vindo diretamente do Brasil para a ocasião.

Jaqueline Dreyer explica que “o churrasco é muito tradicional no Brasil, mas especialmente nesta região, e queremos oferecer a verdadeira experiência gastronómica tal como se passa no país e por isso trouxemos um assador profissional”.

O chimarrão, bebida símbolo do Rio Grande do Sul, também terá um enfoque particular, “é uma bebida que vem dos índios, eles usavam como erva para fins medicinais e agora todos bebem de manhã, ao fim da noite, saem para o parque com o seu chimarrão na mão”, diz ao LusoJornal a Presidente da associação.

O objetivo do Festival é também o de mostrar todas as influências e as raízes da cultura do Sul levadas pelos Portugueses, os Italianos e os Alemães para essa região, “somos de certa forma primos da Europa e por isso também tentamos fazer as nossas atividades integrando as comunidades portuguesa ou italiana no nosso festival” e por outro lado o Festival tem como ambição criar a oportunidade de trazer Brasileiros até à Europa, “mais de metade nunca vieram aqui, e acham que não podem sair do país, ora Paris é para todos, a França é para todos”, defende Jaqueline Dreyer.

A associação Sol do Sul, com sede em Paris, foi criada em 2003 e para além da promoção da cultura brasileira em França através de várias manifestações culturais e a divulgação da região Sul do Brasil a associação leva também a conhecer a cultura francesa ao Brasil. Sol do Sul promove ainda atividades de sensibilização à deficiência visual e nesse quadro criou um intercâmbio com as cidades de Porto Alegre e Rio Janeiro através, por exemplo, da realização de eventos culturais que colocam em valor os talentos das pessoas com deficiência.

 

www.soldosul.fr

soldosul@hotmail.fr

 

 

 

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