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A Seleção portuguesa de futebol ficou fora das meias-finais da Liga das Nações, ao perder por 1-0 com a França, em encontro da quinta jornada do Grupo 3 da Liga A, no Estádio da Luz, em Lisboa.

Um golo de N’Golo Kanté, aos 53 minutos, selou o triunfo dos gauleses, que passaram a somar 13 pontos, contra 10 de Portugal, com vantagem no confronto direto, face ao 0-0 em Saint Denis, pelo que garantiram um lugar na final ‘four’.

Na última ronda, marcada para terça-feira, em dois embates para ‘cumprir’ calendário, Portugal desloca-se à Croácia, enquanto a França recebe a Suécia, que hoje bateu em casa os croatas por 2-1.

 

A Seleção portuguesa foi hoje incapaz de contrariar o poderio da França, num encontro em que Rui Patrício defendeu o que conseguiu.

Este resultado coloca ainda um ponto final na série de oito jogos sem perder, entre oficiais e particulares, com a última derrota a acontecer há pouco mais de um ano, na Ucrânia (2-1), no apuramento para o Euro2020.

Como seria de esperar, e tendo em conta a utilização dada por Fernando Santos a jogadores como menos minutos pela equipa das ‘quinas, na goleada (7-0) aplicada à modesta Andorra, o ‘onze’ apresentado em Lisboa foi, provavelmente, o mais esperado, com José Fonte a render o ausente Pepe.

Relativamente às escolhas iniciais no ‘nulo’ registado no Stade de France, na terceira jornada, as mudanças hoje foram duas de cada lado, sendo que nos gauleses o grande ausente foi o lesionado Kylian Mbappé, dando lugar a Martial, com Coman a aparecer na posição de Giroud.

Na equipa de Portugal, e além da entrada de Fonte, João Cancelo foi o dono da lateral direita, em detrimento de Nélson Semedo.

Se em França as oportunidades foram poucas, no Estádio da Luz sucederam-se para o lado dos ‘bleus’, que poderiam ter chegado ao intervalo já com o passaporte para as ‘meias’ no bolso, apesar de Cristiano ter sido o primeiro a mostrar vontade de marcar, quando, logo à passagem do minuto seis, obrigou Lloris a aplicar-se a um remate tenso de fora de área.

O sistema 4-4-2 montado por Didier Deschamps estava a dar provas de que conseguia desmontar o 4-3-3 a atacar e o 4-5-1 a defender de Fernando Santos, que via Portugal a remeter-se no seu meio-campo e à espera de um eventual erro gaulês para contra-atacar.

A resposta saiu dos pés de Coman, instantes depois, com uma arrancada pela direita, ultrapassando Raphaël Guerreiro para Rui Patrício defender como pôde para fora.

A partir daqui, só deu França e o guarda-redes do Wolverhampton foi quem aguentou ‘nulo’ e o sofrimento luso. Sucedeu-se a primeira grande chance na ‘cara’ de Patrício, num remate de Martial após combinação entre Griezmann, aos 12, que viria a bater um pontapé de canto direitinho para Rabiot, de cabeça, atirar por cima da barra, oito minutos depois.

Portugal não conseguia colocar ‘água na fervura’ e adivinha-se o golo francês, tal era o massacre em termos de oportunidades, com o ponta de lança do Manchester United a dispor de mais três chances para colocar a França em vantagem, num espaço de 14 minutos.

Um remate perigoso à malha lateral, um cabeceamento à barra, num lance estudado que deixou a defesa das ‘quinas’ pregada ao relvado, e novo desperdício no frente a frente com Patrício espelhava o que se passava no relvado, atenuado, ligeiramente, quando Cristiano Ronaldo voltou a tentar a sorte, num cabeceamento a fechar o primeiro tempo.

O jogo pobre, desinspirado e sem construção da primeira parte, pouco ou nada se modificou no início do segundo tempo, apesar de Ronaldo, uma vez mais, ter tentado contrariar o rumo do jogo num pontapé livre, momentos antes de N’Golo Kanté, finalmente, colocar justiça no marcador, aos 53 minutos, aproveitando um erro do infeliz Rui Patrício.

O guarda-redes luso vinha a ser, claramente, o melhor em campo, mas, quando menos se esperaria, não conseguiu segurar um remate forte de Rabiot, com a bola a sobrar para a emenda do médio do Chelsea.

Já com Diogo Jota em campo, por troca com William Carvalho, surgiu a melhor oportunidade para Portugal, mas pela cabeça de José Fonte, ao poste direito, sete minutos depois do golo adversário, numa jogada de insistência, com ressaltos e segundas bolas, que permitiram a João Félix rematar ao bloco, primeiro, e para fora, depois.

O melhor lance chegou tarde e até ‘despertou’ Portugal, muito por culpa das trocas operadas por Fernando Santos a darem um novo fôlego e um poder ofensivo maior, com o melhor dos suplentes utilizados João Moutinho, que hoje superou as 127 internacionalizações do antigo jogador Luís Figo, a ‘disparar’ de meia distância para defesa de Lloris.

França descia no terreno e Portugal crescia para dar tudo o que podia, mas nem sempre da melhor maneira, com a última grande oportunidade do jogo a ser prova disso mesmo, quando João Cancelo cruzou e Ronaldo chegou tarde à ‘boca’ da baliza para o cabeceamento que dificilmente não entraria.

 

Portugal sofre primeira derrota de sempre na Liga das Nações

No Estádio do Luz, em Lisboa, o duelo da quinta jornada foi determinante para as contas do Grupo 3 da Liga A, com a equipa gaulesa, Campeã mundial, a garantir o primeiro lugar, afastando os atuais detentores do título da mais recente prova da UEFA.

Um mês depois do ‘nulo’ no Stade de France, um golo de N’Golo Kanté, aos 53 minutos, selou o triunfo dos franceses, que passaram a somar 13 pontos, mais três do que Portugal, e com vantagem no confronto direto.

Com tudo decidido no topo do grupo, Portugal e França vão ter ainda um papel determinante na luta pela descida à Liga B, com Suécia e Croácia empatados com três pontos, depois do triunfo dos escandinavos sobre os vice-campeões mundiais, em Solna, por 2-1.

Na última ronda, Portugal vai a Split defrontar os croatas, enquanto a França recebe os suecos, em Saint Denis.

Igualmente na Liga A, a Alemanha assumiu a liderança do Grupo 4, depois de receber e vencer a Ucrânia por 3-1, aproveitando da melhor forma o empate da Espanha na Suíça (1-1).

Em Leipzig, o avançado Timo Werner assinou um ‘bis’, aos 33 e 64 minutos, e foi a figura da partida, enquanto Leroy Sane fez o outro golo dos germânicos, aos 23. O extremo do Bayern Munique foi substituído aos 86 minutos por Waldschmidt, jogador do Benfica.

A Ucrânia, que ficou afastada da luta pelo apuramento, até chegou a estar em vantagem no marcador, com um golo de Yaremchuk, aos 12 minutos.

A Alemanha passou a somar nove pontos na liderança, mas um do que a Espanha, segunda classificada, que foi a Basileia empatar, num jogo para recordar e esquecer para Sérgio Ramos.

O Capitão da ‘roja’ tornou-se no jogador europeu com mais internacionalizações, somando 177 e ultrapassando o guardião italiano Gianluigi Buffon, mas falhou duas grandes penalidades, aos 57 e 80 minutos, com a sua equipa em desvantagem.

Com Seferovic, avançado do Benfica, na equipa titular, a Suíça colocou-se na frente do marcador por Freuler, aos 26 minutos, mas Moreno, aos 89, salvou a Espanha da derrota, numa altura em que os helvéticos já atuavam com menos uma unidade, por expulsão de Elvedi, aos 79.

Na Liga C, Montenegro assumiu o comando isolado do Grupo 1, com 10 pontos, e ficou mais perto da subida, com um ‘nulo’ no Azerbaijão, beneficiando do desaire (2-1) do Luxemburgo, que continua com nove, no Chipre.

Na última ‘divisão’, a Liga D, Ilhas Faroé, no Grupo 1, e Gibraltar, no Grupo 2, falharam a possibilidade de carimbar já a subida de escalão, com empates na Letónia (1-1) e San Marino (0-0), respetivamente.

 

Ficha do jogo

Portugal 1-0 França

Ao intervalo: 0-0.

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa

Marcador: Kanté (53 min)

Portugal: Rui Patrício, João Cancelo, José Fonte, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, Danilo (Sérgio Oliveira, 84 min), William Carvalho (Diogo Jota, 56 min), Bruno Fernandes (João Moutinho, 71 min), Bernardo Silva (Trincão, 71 min), João Félix (Paulinho, 84 min) e Cristiano Ronaldo. Suplentes: Anthony Lopes, Rui Silva, Nélson Semedo, Rúben Semedo, Mário Rui, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, João Moutinho, Pedro Neto, Trincão, Diogo Jota e Paulinho. Selecionador: Fernando Santos

França: Lloris, Pavard, Varane, Kimpembe, Lucas Hernández, Kanté, Pogba, Rabito, Coman (Marcus Thuram, 59 min), Griezmann e Martial (Giroud, 78 min). Suplentes: Mandanda, Maignan, Dubois, Aguilar, Zouma, Lenglet, Digne, Nzonzi, Sissoko, Tolisso, Marcus Thuram e Giroud. Selecionador: Didier Deschamps

Árbitro: Tobias Stieler (Alemanha)

Ação disciplinar: cartão amarelo para Danilo (31 min), Lloris (62 min), Kanté (79 min) e Lucas Hernández (82 min).

Assistência: Jogo disputado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

 

Declarações

Fernando Santos (Selecionador de Portugal) – “Tínhamos preparado uma estratégia para o jogo, mas a equipa teve dificuldades em encontrar-se. Eles bloquearam a saída do Raphael Guerreiro, que a gente usa, mas também usamos à direita, mas não conseguimos. Na primeira fase do jogo não conseguimos ter objetividade, começámos a querer jogar na zona central, perdemos bolas, não conseguimos atacar, fluir o jogo para a frente, e quando perdíamos a bola ficávamos em dificuldade. A França criou duas ou três oportunidades de golo.

Ao intervalo tentei corrigir isso, pois o 0-0 era bom para nós, dado que a França tinha sido melhor. A equipa entrou bem para a segunda parte, mas acabou por sofrer um golo. A partir daí, a equipa parece que se soltou, foi mais agressiva, a cruzar bolas e a criar oportunidades para marcar golos. Portugal foi melhor na segunda parte. [A derrota de hoje] não é grave, temos um jogo na terça-feira e, independentemente de não estarmos na fase final, é importante”.

Rúben Dias (jogador da Seleção portuguesa) – “Não estamos nada felizes com o resultado. Queríamos muito ganhar. Acabámos por sofrer um golo, tentámos reagir, tivemos muitas oportunidades, mas não conseguimos marcar. Foi um jogo muito equilibrado entre duas grandes equipas. Criámos muitas ocasiões, mas não conseguimos marcar. A frustração é enorme, porque perdemos, seja contra quem for”.

Danilo (jogador da Seleção portuguesa) – “Faltou um pouco mais de agressividade para chegar aos duelos e ganhá-los. Estivemos bem no jogo, tivemos algumas situações que podíamos ter concretizado, mas não conseguimos e golo da França, no momento em que estávamos bem, também não ajudou. Estivemos sempre muito longe uns dos outros, não estivemos compactos e assim é difícil. Queríamos estar na ‘final four’, mas não vai ser possível, mas creio que a ausência não vai ter um impacto negativo relevante”.

Diogo Jota (jogador da Seleção portuguesa) – “Faltou marcar, pois foi um jogo com bastantes oportunidades, ao contrário do jogo lá [em França]. Mas eles conseguiram marcar e nós não. Mudámos um bocadinho [na segunda parte], procurámos o golo de todas as formas, mas, infelizmente, hoje não conseguimos e depois de eles se encontrarem em vantagem ficou mais difícil para nós. Foi um jogo dividido, mas eles conseguiram um golo e nós não”.

 

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