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“Lisboète” é um magazine criado em 2018, em Lisboa, para os milhares de francófonos que residem no país. É um magazine gratuito, distribuído nas instituições diplomáticas dos países francófonos, nas escolas francesas, em lojas e nas principais empresas.

O Diretor da publicação, Charles Mathieu Dessay, jornalista que partilha a sua vida entre Toulouse e Lisboa, explica que o Lisboète Magazine “ajuda a compreender Lisboa e Portugal em geral, junto dos muitos francófonos que se instalam em Portugal, e que são cada vez mais”.

“Por um lado houve as reformas fiscais que fizeram com que se fale cada vez mais de Portugal em França e por outro lado há a atração turística, porque o Turismo de Portugal fez um trabalho formidável e há cada vez mais franceses em Portugal” diz por seu lado Elliot Schmeltz, Diretor comercial.

Charles Mathieu Dessay foi para Portugal em 2017 aprender a língua e acabou por ficar até 2020. “Tratamos assuntos de sociedade e culturais, bastante vastos, da história à arte e ao património. Tratamos também de assuntos de vulgarização da cultura portuguesa para os francófonos”.

Elliot Schmeltz é francês e estava a prever ir para o Brasil. Antes de atravessar o Atlântico, foi aprender a falar português em Portugal e apaixonou-se pela beleza da cidade e pela generosidade dos portugueses. “Senti-me bem aqui e perguntei-me: o que é que eu vou fazer para o Brasil?” Ficou em Lisboa e é guia turístico para francófonos. Começou essencialmente com clientes particulares mas foi evoluindo para eventos maiores. Atualmente está à espera que a pandemia de Covid-19 cesse e que os turistas regressem à capital portuguesa.

Para o lançamento de cada edição do magazine, era tradicional organizar um evento. “São festas de lançamento para 200 ou 300 pessoas, em diferentes sítios da capital”, mas com a pandemia também estas “festas” não tiveram lugar para a edição 6 e 7. A próxima edição, que começa a ser distribuída esta semana, vai ter um lançamento – “se as condições sanitárias não mudarem daqui até lá” diz Elliot Schmeltz – com a projeção de um filme sobre a “surfeuse” Justine Dupont, no cinema S. Jorge, na avenida da Liberdade, em Lisboa. Depois da projeção, o debate vai ser difundido em “duplex” pelo Lisboète e pelo LusoJornal.

“Há um polo forte de pessoas que vem à procura de melhor qualidade de vida e por causa a exoneração fiscal” diz Elliot Schmeltz. “São pessoas com meios, muitos investidores e quadros de empresas francesas que se instalam em Portugal. Também há muitos jovens que vêm à procura de uma rutura, que vêm trabalhar em call centrers. São bem acompanhados quando chegam, não é importante saberem falar português, e Lisboa é uma espécie de saída de estudos, mas não é onde se ganha mais”.

Para além dos franceses e dos belgas, que são as comunidades francófonas mais importantes, Charles Mathieu Dessay, não esperava encontrar um leitorado de portugueses também francófonos. “Ainda existe, mesmo se é um leitorado com alguma idade, mas muito qualitativo” disse ao LusoJornal.

Charles Mathieu Dessay confessa que a Comunidade francesa de Portugal “é muito forte” e “tem muita tendência a ficar entre si, vive em circuito francês”. Por isso, um projeto como o Lisboète Magazine faz todo o sentido.

 

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