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O livro “Lisbonne, dans la ville musulmane” de Marc Terrisse será apresentado este sábado, dia 13 de julho, às 17h30, na livraria Point-Virgule, em Aurillac (15).

Através das deambulações urbanas do autor, feitas de encontros, este livro convida o leitor a descobrir a relação especial que Lisboa tem com países da cultura islâmica desde a Antiguidade até aos dias atuais.

Os testemunhos arqueológicos e arquitetónicos são a pouco a pouco evidenciados através das digressões pelas ruas, palácios e edifícios mais contemporâneos da capital de Portugal, constituindo, assim, uma série de vestígios desta relação feita de presenças e de influências recíprocas.

Os itinerários propostos são baseados numa extensa documentação história e apresentam todo um segmento do património imaterial integrado de forma inconsciente no quotidiano dos portugueses (cultura lisboeta, gastronomia, poesia, música, língua portuguesa, ciências, arte da navegação, etc.).

De Olissipo, nome dado a Lisboa durante a antiguidade, a Al Usbûna, nome atribuído durante a dominação árabe-muçulmana que durou cerca de quatro séculos, passando pela Lisboa das “Grandes Descobertas” que são projetadas a partir do século quinze em Marrocos e através da Lisboa atual que acolhe no seu seio uma Comunidade muçulmana de mais de 40.000 membros.

É uma pesquisa original e essencial sobre uma temática ainda pouco conhecida e que põe em causa o “romance nacional” tal como o conhecemos e estabelece uma verdadeira relação entre o mundo muçulmano e os Portugueses.

Marc Terrisse é doutorado em História e Mestre em Gestão de Organizações Culturais pela Universidade de Paris-Dauphine. Como investigador associado do CNRS, publicou várias pesquisas, nomeadamente sobre património Islâmico e interessa-se mais largamente sobre questões relativas às minorias e o seu lugar na história e na cultura europeia, na Occitânia e na península Ibérica principalmente.

Marc Terrisse fundou a nível profissional a associação Le Regard de l’Autre, que tem como objetivo promover a história e o património das minorias através da organização de eventos culturais.

Ex-Diretor do Instituto do Mundo Árabe de Tourcoing, Marc Terrisse trabalhou com Amin Maalouf, Jean-Claude Carrière e outros artistas de renome internacional. Promotor da participação e da transculturalidade, o historiador realiza de forma recorrente missões de aconselhamento para instituições culturais, museus e territórios.

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