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Philipppe-Willy Annon, historiador e praticante de artes marciais, descobriu a Capoeira em 1992, implicando-se fortemente no seu estudo e no seu ensino tanto em França como no México.

Este livro – “Capoeira do Brasil: Retour aux sources” – lançado há pouco pelas Éditions l’Harmattan, recua às origens africanas desta atividade corporal brasileira, lúdica e desportiva, que, não o esqueçamos, está na lista da Unesco que protege o património cultural imaterial da humanidade.

É então misturando a História e a Antropologia que o autor estabelece a distinção entre, por um lado, “as Capoeiras” marginais que causaram tumultos bem registados nos inquéritos policiais das grandes cidades brasileiras de Oitocentos; e, por outro lado, a “Capoeira”, prática desportiva que se constitui no principio do século XX, em plena época da consolidação da identidade nacional brasileira. Assim, o autor recua ao nascimento da Capoeira durante o período da escravatura até ao século XX, momento em que Capoeira se impõe unificada, eclipsando todos as outras formas marginais.

 

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