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Olivier Truc (Dax, 1964), escritor francês a viver em Estocolmo e correspondente do “Le Monde” para os países nórdicos e bálticos, acaba de fazer chegar às livrarias francesas um grande livro de aventuras e viagens.

“Le Cartographe des Indes Boréales” (Métailié) conta-nos uma história que nos leva da puritana Estocolmo e das tavernas de Gotemburgo aos dois fins do mundo europeu: o meridional representado pela fortaleza de Sagres no Cabo de São Vicente e o setentrional representado pela ilha de Svalbard em pleno Ártico.

Izko é um jovem basco, idealista e atormentado, que, desejoso de seguir o exemplo do seu pai, sonha em caçar baleias nas águas árticas. Porém, o seu destino será radicalmente diferente e ele torna-se espião de Richelieu. Missão: vigiar, ao serviço da França, os homens mais poderosos da Suécia que, no contexto da Guerra dos Trinta Anos, é a principal inimiga de Luís XIII.

Izko – que testemunhou o assassinato de um homem, evento que o marcaria para sempre – depois de estudar cartografia em Lisboa, parte em exploração das Índias Boreais onde Gustavo Adolfo II, o rei sueco, procura riquezas que possam financiar a guerra interminável que opõe católicos e protestantes pelo domínio do Sacro Império Romano-Germânico. Uma mistura explosiva entre religião e imperialismo que foi uma dos primeiros suicídios coletivos europeus modernos, deixando o continente exangue.

Um livro que, como todos os bons romances históricos, nos levará em viagem no tempo e no espaço. A não perder.

 

Ro et Cut B1

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