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Luís Cavaco, fundador há 17 anos da L’Autreagence, uma agência de comunicação e de publicidade, disse ao LusoJornal que quando chegou a França, nos anos 80, não havia agências de comunicação em Portugal, mas agora “estão ao nível das francesas”.

Luís Cavaco é algarvio e chegou a Paris nos anos 80, “por mero acaso”. “Conheci uma francesa durante as férias algarvias e ela convidou-me para vir visitar Paris. Vim como turista para a visitar a cidade e acabei por ficar cá” explica ao LusoJornal. “Tinha acabo de fazer os meus estudos em artes gráficas e publicidade em Lisboa e fiquei fascinado por Paris, na altura havia grandes diferenças com Lisboa. Em Portugal não havia agências de comunicação, por isso, decidi tentar a minha sorte no trabalho em Paris”.

“Nessa altura, a publicidade estava no auge em França e o trabalho era bastante interessante e criativo” diz Luís Cavaco que, muito simplesmente, se inscreveu numa agência de trabalho temporário especialista neste setor. “Tive sorte porque comecei a trabalhar em grandes agências através deste sistema. Eles começaram a conhecer-me e comecei a ter missões cada vez mais interessantes” conta ao LusoJornal.

Trabalhou durante 6 anos em regime de freelancer como Diretor artístico de grandes agências. “Aprendi imenso, praticamente tudo o que sei hoje” diz a sorrir.

Nos anos 90 deu um salto e criou, com dois outros sócios, a agência de comunicação e de publicidade Trocadero. A aventura durou cerca de 10 anos e em 2001 fundou a sua própria agência, L’Autreagence, uma agência especializada em comunicação. “Durante muitos anos fizemos essencialmente trabalhos para impressão: catálogos, maillings, cartazes, desdobráveis, calendários, tudo o que se pode imaginar” conta Luís Cavaco. “Mas ultimamente, como toda a gente, fomo-nos especializando no digital. Fazemos sites internet, publicidade nos sites, nos telefones, tabletes, fomo-nos especializando na criação de campanhas publicitárias em suporte digital”.

A lista de clientes da L’Autreagence já vai longa. Desde a Nespresso, à BIC, à Bourgois, à L’Oréal ou à Leica, passando por bancos, companhias de seguros, setor médico,… “Em 17 anos de existência temos mais de 8.400 dossiers abertos. Imaginem o número de coisas que foram feitas”.

Mas Luís Cavaco nunca deixou de parte a sua “dupla cultura” e explica que também tem clientes portugueses, como o Banque BCP – “há 15 anos que trabalhamos juntos” – a TAP, a Fidelidade, a Câmara de comércio e indústria franco-portuguesa, sobretudo através do Salão do imobiliário e do turismo português em Paris.

“Quando saí de Lisboa, aquilo era um outro mundo. Hoje em dia o nível em Portugal é muito bom, há prémios de Diretores artísticos regularmente das agências portuguesas. O nível de criação em Portugal está bastante bom e está no nível da Europa, não há a diferença abismal que havia quando eu cheguei a França” diz Luís Cavaco ao LusoJornal.

Luís Cavaco tem também uma paixão pela fotografia artística. Já fez várias exposições e publicou livros. “Com um dos meus clientes, a Leica, temos projetos bastante interessantes na área da fotografia artística” confessa. Aliás, nos muros da agência, no bairro da Bourse, em pleno Paris, estão fotografias de Luís Cavaco.

A participação no Salão do imobiliário levou Luís Cavaco a encontrar franceses que pretendem mudar-se definitivamente para Portugal. “Inicialmente não estava nos meus projetos, mas quando a idade avança há uma espécie de saudade e de retorno que se instaura porque as raízes são as nossas” conta ao LusoJornal. “Quando chegar à reforma essa questão pode colocar-se de maneira séria. Há o clima, tenho lá amigos e Portugal está na moda… Nunca se sabe, mesmo se não é para já”.

Para já, Luís Cavaco continua a desenvolver a L’Autreagence e a comunicar, com Portugueses e com Franceses.

 

 

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