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O antigo Conselheiro das Comunidades Portuguesas eleito no Uruguai diz que “no início” havia “muita divisão” entre os Conselheiros eleitos na Europa e os do Resto do mundo. “O Conselho das Comunidades é um órgão político da emigração. Deve sempre ter independência partidária e defender sempre as Comunidades” diz Luís Panasco numa conversa com o atual Presidente do Conselho Permanente do CCP, Flávio Martins, difundida pelo LusoJornal, no quadro dos 40 anos daquele órgão de consulta do Governo português em matéria de emigração e Comunidades.

Luís Panasco sempre foi um conciliador no CCP. Lembrou Congressos em que “os Conselheiros de França estavam a dar uma matriz política” e em que foi ao encontro deles. Mas diz que apesar das divergências, das formas diferentes de defenderem as Comunidades, conseguiam emitir comunicados únicos. Recordou um Congresso no Inatel, em 1987, quando o então Secretário de Estado Correia de Jesus se preparava para anunciar a dissolução do CCP. “Estava lá um piano, um colega nosso começou a tocar o hino português e de repente estávamos todos unidos, de pé, a cantar o hino português. E era nessas ocasiões que mostrávamos que, afinal, estávamos todos unidos, que somos todos irmãos, pouco importa o país onde vivemos”.

Aliás Luís Panasco considera que, pouco a pouco, estas diferenças foram-se esbatendo.

Durante a conversa, Luís Panasco recordou algumas “vitórias” do Conselho das Comunidades e apelou para que o CCP sempre se lembre que na emigração “existe muita gente pobre. Nós não somos todos ricos”.

Ver entrevista AQUI.

 

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