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O advogado do ativista russo radicado em Paris, Piotr Pavlenski, que está a agitar o mundo político hoje, depois de ter divulgado vídeos de caracter sexual de um dos principais candidatos a Maire de Paris, Benjamin Griveaux, é o lusodescendente Juan Branco, 30 anos, filho do produtor de cinema português Paulo Branco.

Nascido na Andaluzia, Juan Branco é filho de Paulo Branco e da psicanalista espanhola Dolores López, cresceu entre o 5º e 6º bairros parisienses e estudou na muito seletiva École Alsacienne, instituição de ensino privada fundada em 1874. Frequentou o Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), a École Normale Supérieure e as Universidades de Paris IV e Paris I.

Juan Branco publicou recentemente o livro “Crépuscule”, um ensaio político que constitui um dos mais fortes ataques ao sistema estabelecido pelo Presidente francês Emmanuel Macron. Uma obra que inicialmente, à falta de editor interessado, foi disponibilizado gratuitamente pelo autor na internet em formato PDF, depois acabou por encontrar um editor.

Vindo ele próprio de um meio que muitos considerarão elitista, afinal durante a infância recebia em casa celebridades como Catherine Deneuve, Juan Branco, que fala um português perfeito, cedo se mostrou contrário a essa “elite” através do militantismo estudantil, chegando a participar na ocupação da École Normale Supérieure. A sua posição contra as “elites” socioeconómicas e políticas francesas, uma espécie de aristocracia republicana, ganhou novos contornos de radicalização com a eleição de Emmanuel Macron.

O seu livro “Contre Macron” (2017) é a prova mais óbvia disso mesmo, não fosse a sua premissa a seguinte: “o Macronismo é uma nova variante do fascismo, e teremos de prestar a maior das atenções à maneira como vamos desligar essas pessoas das nossas instituições no momento da necessária mudança democrática, algo que eles tentarão compulsivamente evitar”.

Juan Branco já foi conselheiro jurídico de Julian Assange. Foi candidato pela France Insumisse às eleições legislativas de 2017 – rompeu pouco depois com o Partido de Jean-Luc Mélenchon – e foi um dos rostos mais mediáticos do Movimento dos Coletes Amarelos.

 

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