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Portugal é o país convidado do MaMa Festival, que decorre em Paris e que junta mais de 6.000 profissionais da música, promovendo os seus festivais e os novos sons que se fazem em território nacional. João Gil, coordenador do projeto Portugal Muito Maior que financia a presença de Portugal neste festival, quer que os lusodescendentes vivam Portugal como «nós estamos a vivê-lo lá».

O MaMa Festival, que já vai na sua 10.ª edição e decorre entre hoje e 18 de outubro, reúne profissionais da música vindos de mais de 50 países, contando ainda com cerca de 120 concertos em várias salas do 18º arrondissement de Paris.

De notar que haverá cinco bandas/artistas portugueses nesta edição do MaMa: Pongo, Venga Venga, Best Youth, Paus e Pedro Mafama.

Em entrevista ao LusoJornal, João Gil, coordenador do projeto Portugal Muito Maior, realçou que os lusodescendentes têm de descobrir a música que se faz em Portugal, começando por explicar em que consiste este projeto.

O que podemos dizer do projeto Portugal Muito Maior?

Portugal Muito Maior é uma estrutura de missão. Começou com o nome de Projeto Meridiano e depois mudamos para Portugal Muito Maior. O objetivo é, como o nome indica, tornar Portugal Muito Maior. Criando uma plataforma, um site, onde as pessoas, o público em geral pode acompanhar o que está a acontecer na música feita em Portugal e por Portugal espalhado pelo mundo. Queremos tornar Portugal maior, queremos comunicar, e fazer com que os lusodescendentes vivam Portugal como nós estamos a vivê-lo lá. Há um Portugal inovador, há um Portugal fantástico, não só na música mas em vários setores.

Em que consiste a presença do projeto em França?

Neste evento, estamos a criar esta rede para tornar Portugal Muito Maior porque acreditamos que há um recurso humano por explorar. Aquilo que acontece com uma equipa de futebol, tem de acontecer nas outras artes. Espontaneamente os lusodescendentes, por exemplo, vão para a rua com bandeiras para saudar vitórias, celebrar, mas também podem celebrar a música. A música é um fator de união e se nós conseguirmos comunicar junto dos Franceses, dos Americanos, dos Alemães, filhos de portugueses, estamos a alargar a rede. A plataforma terá uma rádio, um inventário dos músicos portugueses espalhados pelo mundo, a plataforma divulgará aulas de guitarra portuguesa, haverá colaborações com o Museu do Fado. Haverá uma parte inventário e uma de actualidade em torno do jazz, da pop, da eletrónica…

Portugal precisava de este tipo de iniciativas, mas não chega tarde?

Acho que Portugal está a acordar para muitas coisas. Portugal tem um público que está a ficar cada vez mais exigente apesar de ser um povo dócil. Portugal exige ser melhor e isso passa por criar estruturas deste tipo que estão viradas para o futuro, no sentido de transportar a marca Portugal para o mundo fora, neste caso a música. Temos de travar esta ruptura com as comunidades portuguesas. Não há portugueses de primeira, nem portugueses de segunda. Temos de olhar para eles como um ativo que faz parte do universo português. Eu não posso responder pelo passado, são erros do passado, e nós pagamos caros agora. Lamento, mas nunca é tarde, estamos virados para o futuro e dias melhores virão.

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