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Manuel Soares investe 4 Milhões de euros em Viana do Castelo

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O grupo Manuel Soares, especializado em revestimentos minerais, vai abrir em 2019 uma nova fábrica em Viana do Castelo, num investimento “até quatro milhões de euros”, e criar 30 novos postos de trabalho, anunciou o empresário português radicado em Paris.

Manuel Soares, que falava aos jornalistas em conferência de imprensa, realizada na Câmara de Viana do Castelo, para apresentação do novo projeto empresarial, explicou que serão investidos “entre 3,5 a quatro milhões de euros, na construção da unidade e na aquisição de equipamentos, estes últimos financiados por fundos do Portugal 2020”.

Manuel Soares adiantou que, atualmente, a empresa emprega 27 trabalhadores e que a nova unidade, cuja construção vai iniciar-se “antes do fim do ano”, num terreno com mais de 10 mil metros quadrados, na freguesia de Chafé, irá “criar mais 30 novos postos de trabalho”.

A nova fábrica da Ventestival, com ‘showroom’, “dotará a empresa de meios para o aumento da carteira de clientes e a diversificação dos mercados de exportação”.

A empresa pertencente ao Grupo Manuel Soares (Real Marbre, Ventestival, Stone Dark e Mineral System) conta com sede na freguesia de Darque e é especializada em revestimentos minerais. Fundada em Paris, em 1995, é parceira privilegiada das maiores empresas de ‘design’ de interiores é responsável pela decoração de lojas de conceituadas marcas de moda internacionais, hotéis de cinco estrelas e habitações de luxo, em parceria com arquitetos e ‘designers’ de interiores.

“Trabalhamos para as lojas de marcas como Louis Vuitton, Prada, Dior, entre outras”, frisou o empresário de Aveiro.

Em 2015 foi criada a empresa Mineral System, “que alia um elevado conhecimento da técnica de trabalhar a pedra, da seleção das matérias-primas e da arte de as moldar à inovação tecnológica”.

“É um processo que só se utilizada na aeronáutica e nos navios e que hoje estamos a usar no setor na decoração. Na Europa há duas empresas a trabalhar a pedra desta forma. O nosso grupo tem as primeiras máquinas fabricadas em Portugal. Conseguimos cortar pedras com 70 quilos como se fosse uma fatia de pão em lâminas com cerca de cinco milímetros de espessura, com cerca de 15 quilos e multiplicar a quantidade de pedra. É um processo de laminação e colagem que fica caro e, por isso, é mais destinado a projetos de luxo”, especificou.

O novo projeto, que o empresário classificou como “ambicioso”, vai juntar a Stone Dark e a Mineral System, “conferindo uma maior rentabilização e agilidade dos processos, de forma a responder com crescente eficácia e pontualidade às solicitações mais exigentes”.

“Vamos poder aumentar a capacidade de produção, hoje limitada, tendo em conta o número de projetos que temos”, referiu Manuel Soares.

Presente no encontro com os jornalistas, o Vereador do planeamento e gestão urbanística, desenvolvimento económico, mobilidade e coesão territorial na Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre sublinhou que o novo investimento, o “trigésimo primeiro grande projeto a instalar-se no concelho”, vem ao encontro da meta estabelecida pelo executivo municipal de, até 2020, ter a capital do Alto Minho “no ‘top tem’ das exportações portuguesas”.

“Acreditamos que o seu investimento vai concorrer para esse objetivo estratégico”, reforçou, destacando a componente da “inovação tecnológica” do projeto que “concorre para a economia circular e para o reaproveitamento de recursos”.

 

 

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