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O Presidente da República lamentou ontem à noite a morte do antigo Ministro e fundador do PS António Coimbra Martins, destacando o seu papel em negociações político-diplomáticas após o 25 de Abril.

António Coimbra Martins, escritor, diplomata e um dos fundadores do PS, que foi Ministro da Cultura do terceiro Governo liderado por Mário Soares (1983/1985), morreu em Paris aos 94 anos.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa manifesta pesar pela sua morte.

“Devemos-lhe diversas negociações muito relevantes do Portugal pós-revolucionário, como a reinserção de Portugal na UNESCO, a abertura de relações diplomáticas com a China e as políticas integradoras das Comunidades portuguesas emigradas”, assinala o Chefe de Estado.

Nesta nota, o Presidente da República refere que Coimbra Martins foi “ensaísta, académico, fundador do Partido Socialista, Deputado, Eurodeputado e Ministro da Cultura do IX Governo Constitucional”.

“Professor em universidades francesas, fundou o Centro Cultural Português em Paris, cidade onde exerceria mais tarde funções de Embaixador de Portugal. Publicou também diversos trabalhos histórico-literários, de que se destacam os Ensaios Queirosianos, de 1967”, acrescenta-se, na mesma nota.

Nascido em Lisboa, em janeiro de 1927, António Coimbra Martins era formado em Filologia Românica, pela Universidade de Lisboa, e foi professor do ensino secundário e leitor de português nas universidades de Montpellier, Aix-Marseille e Paris, tendo depois ingressado como assistente na Faculdade de Letras de Lisboa, onde regeu a cadeira de literatura francesa.

Foi Deputado do PS pelo círculo eleitoral da Emigração na Europa e depois pelo círculo de Vila Real em 1985 e Deputado europeu entre 1986 e 1994, tendo integrado o Grupo Socialista no Parlamento Europeu.

 

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