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Marcelo sentou-se ao lado de Macron no desfile do 14 de Julho

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assistiu este domingo ao tradicional desfile militar do 14 de julho, em Paris, a convite do homólogo francês, no qual participam militares portugueses. Marcelo Rebelo de Sousa sentou-se na tribuna oficial do lado direito do Presidente Emmanuel Macron, e entre este a Ângela Merkel.

No desfile das Forças Armadas francesas no 14 de julho, desfilou também um contingente militar português.

Marcelo Rebelo de Sousa participou na maior festa nacional francesa, em Paris, a convite de Emmanuel Macron, numa parada que decorreu este ano sob o mote “Agir em conjunto” homenageando as forças dos países que fazem parte da Iniciativa Europeia de Intervenção. Esta força é coordenada pela França e que reúne 10 países europeus, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estónia, Finlândia, Holanda, Portugal e Reino Unido, que tiveram as respetivas forças armadas representadas.

Robôs, um “homem voador”, um exoesqueleto e uma demonstração futurista de uma plataforma voadora foram algumas das inovações exibidas nos Champs Elysées. O campeão mundial de jet ski francês Franky Zapata voou com uma espingarda na mão várias dezenas de metros acima dos Campos Elíseos no “Flyboard Air”, uma máquina de sua invenção. Esta plataforma voadora, impulsionada por cinco motores a jato, tem interesse para as forças especiais francesas, que a consideram ter “potencial para ser utilizada em operações especiais em áreas urbanas”.

Marcelo Rebelo de Sousa considera que um núcleo duro de defesa de países europeus com capacidades reforçadas “é bom” e que Portugal “tem capacidade para dar a sua opinião”, devido à posição geoestratégica e ao envolvimento em missões militares. “É bom haver um núcleo duro que defenda uma capacidade reforçada de atenção em termos de terrorismo, segurança, defesa, mas também de diálogo com os países vizinhos, e que faça a ponte com o Reino Unido”, disse o Presidente da República, em declarações aos jornalistas em Paris, lembrando que a possibilidade do ‘Brexit’ nos próximos meses torna ainda mais urgente este tema.

“Portugal tem, pela sua posição geoestratégica e pelo conhecimento que tem do Sul da Europa, mas pela sua presença quer no Oeste, quer no Báltico, capacidade para dar a sua opinião junto de outros países que aqui estarão”, afirmou o Chefe de Estado.

Após o desfile houve um almoço, onde aquela iniciativa foi discutida. “O que é importante tratar nessa iniciativa é saber como a iniciativa se liga com a NATO, com o resto dos membros da União Europeia, que tipo de intervenções pode vir a ter. A Portugal interessa tudo o que tem a ver com a atenção ao Sul da Europa, as relações com África, o fomentar dessas relações e ver, em termos de cooperação económica e social, uma atenção especial a África”, indicou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente defendeu ainda, tal como já tinha feito anteriormente, que “Portugal entende que não se coloca a questão de um exército europeu”.

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