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Por iniciativa de Maria do Céu Alves, psicóloga portuguesa que exerce na clínica Sensévia, em Osséja, nos Pyrénées-Orientales, e com o patrocínio do Collège international senior d’auteurs des éditions l’Harmattan, foram organizados desde o início deste ano, dois encontros poéticos na Médiathèque de Bourg-Madame (66), entre os membros do clube de poesia desta cidade situada na região Occitanie e alguns pacientes hospitalizados na clínica Sensévia que sofrem de transtornos psiquiátricos e psíquicos.

Para os pacientes, estas reuniões foram uma oportunidade para conhecer e se apropriar deste lugar cultural, ler os textos escritos durante a oficina de leitura/escritura que frequentam na clínica, e ouvir aqueles lidos pelos membros do clube de poesia.

Para selar o segundo encontro poético que teve lugar na sexta-feira dia 22 de março, honra à literatura portuguesa com um poema de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, “Tabacaria”, lido e assistido em francês por uma paciente da Clínica Sensévia… “Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo”…

Ficou bem patente que estes encontros literários e atípicos representam uma experiência real de si e dos outros através da literatura.

Entretanto, Maria do Céu Alves, foi nomeada em 2018 pelo Collège international senior d’auteurs des éditions l’Harmattan, correspondente em Occitanie, não só pela parte francesa, mas também para representar a lusofonia.

Nesse âmbito, a primeira reunião foi em fevereiro, na Galerie d’Art MLS em Bordeaux, sobe o tema “Arte e Pós-Modernidade”, tendo como convidado o pintor espanhol José Ignacio Agorreta.

Entre outros projetos, a psicóloga madeirense já agendou para o mês de outubro em Toulouse, um encontro/debate sobre os riscos da pós-modernidade a nível artístico.

 

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