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Este ano, a quadra festiva do Natal e do Ano Novo, será passada num quadro completamente novo.

Com efeito, a pandemia da Covid-19 não vai permitir que aconteça da mesma forma, o tradicional reencontro familiar tradicional desta quadra festiva, que para os Portugueses residentes no estrangeiro tem um significado muito especial.

Esse reencontro que se faz, muitas vezes, através de uma deslocação a Portugal e aos seus territórios de origem não será possível este ano devido às restrições inerentes à situação sanitária que vivemos. Para quem está longe e tem uma parte da sua família em Portugal esta situação adquire, naturalmente, uma dimensão ainda maior.

Este é o momento em que costumamos fazer um balanço do que aconteceu no ano que agora finda e perspetivar aquilo que vai acontecer no ano que agora se irá iniciar. No entanto, aquilo que agora se apresenta como de maior importância é a questão do combate a esta pandemia e, no que refere a 2021, é a possibilidade de podermos retomar a normalidade das nossas vidas.

Contudo, parece-me importante referir alguns dos desafios que temos para 2021 na área das Comunidades portuguesas independentemente da forma como vai evoluir a situação epidemiológica dos diferentes países onde residem as nossas Comunidades.

Desde logo, o necessário grande desafio de apoiar o nosso movimento associativo no estrangeiro, base da coesão de muitas Comunidades e elemento de potenciação da imagem de Portugal por esse mundo fora, quer no plano cultural quer também na vertente social. A pandemia da Covid-19 veio agravar uma situação já complicada porque passavam muitas das associações portuguesas no estrangeiro, para a qual alertei em devido tempo, apelando para que o Governo encontrasse os meios adequados a prestar-lhes um apoio excecional neste momento de maior crise.

Não menos importante é a necessidade de apoiar as Comunidades mais carenciadas e necessitadas da nossa Diáspora. O apoio social deverá assumir-se também neste momento de crise como uma prioridade inquestionável para o Governo português.

No plano eleitoral, não podemos esquecer-nos que logo no dia 24 de janeiro se irão realizar as eleições para a Presidência da República, um momento sempre importante para todos os Portugueses e, naturalmente, para todos aqueles que residem no estrangeiro. Também em 2021 se irão realizar as eleições autárquicas e espero que as Comunidades possam ser incluídas no debate que a esse propósito se irá gerar tendo em conta que os Portugueses da Diáspora são um importante elemento de desenvolvimento social e económico das suas regiões de origem, nomeadamente no interior de Portugal.

Acresce, que neste momento em que a nossa economia conhece um momento difícil, as nossas Comunidades podem assumir um papel relevante no incremento do investimento em Portugal, na internacionalização das pequenas e médias empresas e nos resultados das nossas exportações e do turismo.

A melhoria do atendimento da rede consular é outro dos grandes desafios que, na área das Comunidades, o próximo ano nos traz. Tal como denunciei já, a rede consular e diplomática enfrentava já antes da crise pandémica uma situação de quase rutura. Ora, essa situação veio a ser agravada claramente pela Covid-19 e o próximo ano será fundamental para que os postos consulares sejam dotados dos meios necessários para garantir um atendimento eficaz a todos aqueles que a eles recorrem.

Finalmente, uma palavra de esperança para o futuro, fazendo votos para que rapidamente possamos regressar à normalidade das nossas vidas, tirando desta crise as lições necessárias para enfrentar o futuro da melhor maneira. Da minha parte continuarei a trabalhar com afinco, como Deputado na Assembleia da República, em prol das Comunidades portuguesas.

Termino, desejando um Santo e Feliz Natal e um Bom Ano Novo, em segurança, para o bem de todos.

 

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