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Portugal, que conta com Miguel Tavares – que atua no Rennes -, integra o grupo A do Campeonato da Europa de voleibol, defrontando a anfitriã França, Itália, Bulgária, Grécia e Roménia na prova que decorre de 12 a 29 de setembro em Montpellier.

Os Portuguesas estão num grupo complicado, no qual se destaca a Itália, com seis títulos europeus, e a França que foi Campeã em 2015.

Portugal e a Roménia são os únicos países do grupo que nunca chegaram a um pódio no Europeu.

Os quatro primeiros de cada grupo passam à fase seguinte, na qual o grupo de Portugal cruza-se com o Grupo C, no qual encontramos Eslovénia, Rússia, Finlândia, Turquia, Macedónia e Bielorrússia.

A Rússia é a atual Campeã, enquanto a Alemanha foi vice-Campeã e a Sérvia conquistou o bronze no Europeu de 2017 na Polónia, onde Portugal não esteve presente.

A Seleção portuguesa vai participar pela quarta vez num Europeu, sendo que o melhor resultado foi um quarto lugar na primeira edição da prova em 1948 na Itália, num torneio que contou com seis Nações.

Na última participação em 2011, na Áustria e na República Checa, Portugal ficou no 14° e antepenúltimo lugar da prova.

O Campeonato da Europa de voleibol decorre de 12 a 29 de setembro em quatro países: França, Bélgica, Eslovénia e Holanda. Os jogos do Grupo A que conta com a França e Portugal vai decorrer em Montpellier.

O LusoJornal falou com Miguel Tavares, internacional português e jogador do Rennes, que abordou a preparação da Seleção e os objetivos da equipa para este Europeu.

 

Como decorreu a preparação para o Europeu? A equipa está pronta?

A preparação foi muito deficiente. É uma pena o país e as entidades responsáveis não reconhecerem o profissionalismo e o valor dos atletas nacionais. Começámos a preparação a 19 de agosto (o Europeu começa dia 12 de setembro) enquanto as Seleções que defrontamos nos jogos amigáveis começaram a 15 de julho ou 20 de julho (República Checa e Eslováquia). Além disso tivemos um longo período de férias após a VNL – Liga das Nações de Voleibol – (que acabou dia 1 de julho) dando no total 1 mês e 20 dias sem qualquer treino em conjunto. Preparamos nos de forma amadora para uma competição de elite e completamente profissional.

 

Se fizermos uma análise Nação por Nação? O que podemos dizer?

Itália é favorita no grupo e a ganhar a competição com jogadores de top mundial em todas as posições. A Bulgária poderá disputar o grupo com a Itália e a França, tem um excelente Treinador e um oposto que é um dos melhores do mundo atualmente. A França tem um coletivo muito forte e a jogar em casa, penso que parte lado a lado com a Itália. Se bem que depende de algumas lesões que consigam ou não recuperar a tempo dos jogos importantes: Ngapeth e Clévenot. A Grécia e a Roménia são equipas do nosso nível, mas que estão numa fase muito mais avançada de preparação.

 

A França por jogar em casa é a favorita do grupo?

Não só por jogar em casa, mas por ter uma das melhores equipas da competição.

 

Qual é o objetivo da Seleção portuguesa?

Aproveitar uma experiência “única” e tirarmos proveito de jogar cada ponto neste Europeu. Era um sonho que tínhamos e que conseguimos alcançar. Agora é aproveitar.

 

Para o Miguel, anfitrião por jogar em França, há uma certa pressão ou não?

Pressão é a preparação, é o treino para garantir que se vai estar bem. Jogar em França vai ser um prazer. É um país que conheço e onde sempre fui bem recebido. Espero ser bem recebido mais uma vez.

 

O que seria para o Miguel um bom europeu a nível pessoal e coletivo?

A nível coletivo seria passar a fase de grupos. Mas neste momento um bom Europeu vai ser conseguirmos jogar a um bom nível e mostrar que pertencemos a este nível e temos qualidade para estar nestas competições. Para mim é igual: conseguir jogar a um bom nível, exprimir o jogo que caracteriza a equipa portuguesa.

 

Portugal no Europeu, é uma história de amor que recomeça… É este o lugar de Portugal a nível europeu? Tem que estar presente em todos os Europeus?

Portugal tem mais que “potencial” e “talento” para isso. É pena que os responsáveis não reconheçam isso e acaba por nos tornar a vida mais complicada para estar presente nestes eventos. Enquanto atleta, espero que não seja um acaso e que comece a ser habitual estarmos presentes nestas fases finais.

 

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