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O Ministro do Interior francês anunciou hoje que vai apresentar uma queixa judicial contra Jérôme Rodrigues, conhecido membro do movimento dos ‘coletes amarelos’, por o lusodescendente ter chamado à polícia gaulesa “bando de nazis”, nas redes sociais.

“Os propósitos do senhor Rodrigues contra a polícia da República são ignóbeis. Em nome do Ministério e da defesa da honra de todos os polícias, vou apresentar queixa”, anunciou esta manhã Gerald Darmanin na sua conta oficial de Twitter.

A publicação original de Jérôme Rodrigues é uma resposta ao sindicato da polícia Synergie-Officiers, que disse ter lugar para acolher todos os ‘coletes amarelos’ que não cumpram as regras de segurança sanitária ou tenham comportamentos criminosos nas manifestações convocadas para este sábado.

“Está claro, bando de nazis, vocês vão abrir o campo de concentração disponível no nordeste de Paris, aquele que vocês tentam esconder dos média”, escreveu Jérôme Rodrigues.

Entretanto, face ao anúncio do Ministro, o lusodescendente voltou a reagir esta manhã. “Também vai apresentar queixa face aos insultos que eles me fazem? Para si a Justiça só funciona num sentido e eu repito: vocês mutilaram-me, vocês insultaram-me e eu nunca me calarei”, respondeu Jérôme Rodrigues no Twitter.

Jérôme Rodrigues conta com mais de 22 mil seguidores no Twitter e mais de 80 mil no Facebook, e tornou-se num dos membros emblemáticos deste movimento depois de ter perdido um olho numa manifestação, no final de 2018.

O lusodescendente é ainda um dos membros mais ativos na convocação dos membros do movimento para esta nova onda de manifestações, apelando mesmo à desobediência civil.

Até agora, mesmo que possam estar sujeitas a limitações em várias cidades por questões de segurança sanitária, não há ainda decisões precisas das Prefeituras da polícia face às manifestações convocadas para sábado.

O movimento dos ‘coletes amarelos’ estabeleceu-se inicialmente, em novembro de 2018, nas estradas, em protesto contra os planos do Governo para aumentar os impostos sobre o combustível, somando depois outras reivindicações para os trabalhadores e ao nível da política fiscal.

 

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