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Dá-me a tua mão

 

Eu, inocente,

Dá-me a tua mão,

Faço questão,

Mas tu, indiferente,

Florescente,

Corres veloz,

E eu, sem voz,

Sem pernas para ti,

Fico aqui.

 

Eu, ciente,

Dá-me a tua mão,

Senão,

Sozinha, perdida,

Constrangida, dorida,

Monocromática,

Longe da vanguarda;

Não sou nada,

Companheira da mágoa.

 

Eu, consciente,

Preenche a minha mão, vazia,

Com a tua, segura!

Tu dizes não,

Obviamente!

Consola a minha mente,

Fria, só,

Somente,

Não me deixes assim:

Espera por mim!

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