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Morreu ontem, terça-feira 28 de agosto, às 19h45, Emília de Oliveira Varela, ex-autarca em Mormant (77), vítima de doença prolongada.

Há oito anos que um cancro mudou completamente o projeto de vida de Emília Varela. Depois de um CAP/BP de cabeleireira que obteve em 1987 na Chambre des métiers de Montereau-Fault-Yonne (77). Trabalhou em dois salões, em Combs-la-Ville e depois em Brie-Conte-Robert, antes de se instalar por conta própria em 2002. Começou a trabalhar para eventos, casamentos, desfiles de moda e até para a eleição de Miss France, em colaboração com Geneviève de Fontenay.

Tendo em conta os dotes para as relações públicas, trabalhou também na promoção de artistas e músicos de renome.

Natural de uma aldeia do concelho do Sátão, no distrito de Viseu, a sua ligação à Comunidade portuguesa foi reforçada quando foi eleita Conselheira municipal na localidade de Mormant (77). Teve a delegação das associações e das Festas, antes de entrar em rutura com o Maire da cidade.

Foi então que aderiu à associação de autarcas de origem portuguesa, Cívica, e também à Secção de Paris do PSD. “No fim do mês de julho, anunciaste-nos, a mim e ao Carlos [ndr: Carlos Gonçalves] que a tua caminhada ia terminar nos próximos dias. Ficámos sem voz. Querias preparar tudo antes da tua partida, e foi o que fizeste” escreveu Paulo Marques, o Presidente da Cívica, nas redes sociais.

O cancro que teve há 8 anos foi um primeiro percalço com efeitos importantes na sua vida pessoal e profissional. Mas há oito anos que se batia contra a doença. Até ontem! Quem a visitou nestes últimos dias diz que estava magra e abatida.

“Figura incontornável da vida da nossa Secção, não podemos deixar nesta hora de consternação de recordar a sua militância ativa e responsável, a sua influência, dinâmica e generosidade para as causas das Comunidades portuguesas” escreve o Deputado Carlos Gonçalves na página da Secção do PSD/Paris. “A família social-democrata de Paris está de luto e presta homenagem a uma mulher, a uma autarca e a uma dirigente e militante, que será para sempre uma referência de cidadania e militância para os sociais-democratas da emigração”.

Também o antigo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, a conhecia e considera-a como “uma lutadora e uma entusiasta dos nossos valores”.

Na semana passada Emília de Oliveira Varela escreveu na sua página nas redes sociais: “O pulmão do mundo tosse”, referindo-se aos incêndios na Amazónia. Ontem à noite, os dois filhos deram a notícia da sua morte, em casa, depois de já ter deixado o hospital. “Faleceu em paz” anunciaram aos amigos.

 

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