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Foram identificados mais de 7.200 autarcas portugueses ou de origem portuguesa, eleitos em França nas eleições municipais de março e de junho deste ano. A lista, publicada hoje pelo LusoJornal, no quadro de um acordo com a Cívica, a associação dos autarcas de origem portuguesa em França, ainda pode evoluir, mas a tendência de crescimento confirma-se, situando-se em patamares nunca antes atingidos.

Paulo Marques, o Presidente da Cívica explica que “este trabalho ainda não está terminado. Mesmo se uma grande parte dos nomes foram verificados, há ainda alguns que não foram confirmados, mas também há autarcas com nomes franceses que estamos ainda a identificar, pelo que esta lista ainda pode crescer”.

“Nós decidimos publicar já esta lista, sem estar completamente verificada, porque uma boa parte foi devidamente confirmada pela Cívica. E agora pensamos que os nossos leitores podem contribuir para enriquecer este reportório” afirma por seu lado Carlos Pereira, Diretor do LusoJornal. “Temos a certeza que os nossos leitores vão verificar os dados das localidades deles e vão-nos fazer chegar as anomalias da lista e isso só pode ser enriquecedor”.

Já vai longe o ano de 2001 em que os Portugueses mononacionais puderam votar pela primeira vez, e serem eleitos, nas eleições municipais francesas. Já antes havia autarcas de origem portuguesa, claro, mas em 2001 a mudança foi importante: nessas eleições, pela primeira vez, os cidadãos europeus a residir em França, como é o caso dos Portugueses, podiam votar. Cerca de 350 Portugueses ou lusodescendentes foram eleitos nessa altura.

Depois houve as eleições municipais de 2008, de 2014 e agora as de 2020, até ultrapassarmos os 7200 autarcas. “Isto é o resultado de um trabalho de divulgação e de informação que dura há 20 anos” diz Paulo Marques.

“Não são apenas da região parisiense, estão espalhados pelo território francês. E também não são apenas eleitos nas grandes cidades, mas também em localidades muito pequeninas. Isto é de uma grande riqueza” disse Paulo Marques ao LusoJornal.

Para além de haver um equilíbrio entre homens e mulheres, não se conhecem as tendências políticas de cada um dos autarcas, mas Paulo Marques acredita que, “tendo em conta que as eleições foram ganhas pelo Centro-Direita, é natural que haja mais luso-eleitos nesta tendência política”.

A Cívica ainda não identificou todos os Maires – porque há centenas de lusodescendentes que foram eleitos Maires – e Maires-Adjoints. “Este é um trabalho que ainda está em curso”.

A Cívica escreveu a todos os luso-eleitos da lista e está agora, como acontece em cada um dos atos eleitorais, a articular uma nova rede de autarcas com origem portuguesa e “provavelmente vamos criar mais delegações regionais” confirmou ao LusoJornal o seu Presidente.

A lista está disponível na versão digital do LusoJornal.

https://lusojornal.com/luso-eleitos/

 

 

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