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Némanus convidados da Lusibanda no Havre

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Associações

 

A associação Lusibanda – que também é um grupo musical – organizou mais uma festa no sábado passado, na Salle Graville, no Havre, onde o grupo da casa atuou, mas cujo cabeça de cartaz foi o duo Némanus.

Esta foi a quarta vez que os dois irmãos de Peniche vieram cantar ao Havre a convite de Manuela e Filipe Pereira. “Já tínhamos saudades de vir ao Havre” dizem os Némanus em entrevista ao LusoJornal.

Durante os dois anos de pandemia os irmãos trabalharam no estúdio que têm. Todos os concertos foram suspensos. “Mas não ficámos completamente parados porque continuámos a participar em programas de televisão e fizemos muitos ‘lives’ nas redes sociais. Esta foi uma forma de manter um contacto com os nossos fãs. Criámos uma ligação ainda mais forte com o nosso público”.

A retoma dos concertos “foi incrível, foi um verão de loucos, foi um regresso em cheio. Em meados de maio, quando as pessoas começaram a perceber que nós podíamos todos sair à rua e podíamos começar a divertirmo-nos, a agenda encheu-se imediatamente de concertos, com muito público” dizem ao LusoJornal. “E ainda não acabou, porque nós vamos ter ainda mais espetáculos de rua nas próximas semanas”.

No Havre, os Némanus já têm um público fiel. Para além de ser “um público divertido”, é um público que conhece as canções e acompanha os artistas. “É gratificante termos um público assim”.

“Eles são dois amores. Mais do que artistas, são amigos” confessa Manuela Pereira. “São artistas simples, acessíveis, qualquer um pode falar com eles, abraçá-los, eles nunca dizem que não e eu acho que isso é formidável”.

A festa começou, como acontece agora, sempre que o Lusibanda começa a sua atuação, com o Hino de Portugal. “Para que os Franceses o conheçam e acaba por transportar esta sala inteira para Portugal” sorri Manuela Pereira.

Filipe, Manuela e a filha Salomé, o trio que constitui os Lusibanda, fazem música por prazer e organizam estas festas com carinho e com dedicação. “A sala costuma estar cheia porque nós gostamos muito do que fazemos e queremos partilhar este amor pela música portuguesa com o nosso povo” mas a sala estava também com muitos franceses. “É um orgulho muito grande ter franceses nos nossos espetáculos. É muito importante para nós”.

Desde que organiza espetáculos, o grupo Lusibanda já convidou muitos artistas a cantar no Havre. Em novembro vai ser a vez de Zé Amaro e Elena Correia.

Mas o Lusibanda é sobretudo um grupo de baile, criado em 2009 e cada vez mais convidado, não apenas para cantar na região, como para ir mais longe. “Proximamente vamos tocar em Caen, Amiens e Morsang-sur-Orge. Claro que quando as outras associações nos convidam, é um prazer e um orgulho enorme” confessam ao LusoJornal.

Mas quando os convites chegam de mais longe – da Suíça, da Bélgica ou de Bordeaux – já é um problema de difícil resolução. “Esta não é a nossa profissão, nós temos o nosso emprego, o Filipe trabalha no import/export no Porto do Havre, e por isso não podemos ir para muito longe. Tocar e cantar é, antes de mais, um prazer”.

Depois do Havre, os Némanus também atuaram em Brétigny, na região parisiense, com sala cheia e esgotada. Quanto ao novo trabalho… “nós já conhecemos as músicas, mas ainda não vai ser para já. Só no próximo ano, certamente antes do próximo verão” anunciaram ao LusoJornal.

 

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