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Uma nova edição do romance “Madame Bovary” (1856), de Gustave Flaubert, foi publicada na coleção “Clássicos”, da editora Guerra e Paz, numa tradução para português de Helder Guégués.

Como recorda Guégués na nota de abertura, o romance, quando da sua publicação, causou “escândalo”, “pela crueza” como retratou a sociedade francesa da época, tendo até o seu autor sido alvo de um processo judicial por ofensa à moral pública e religiosa.

O certo é que, como escreveu Eça de Queirós, em “Notas Contemporâneas” (1886) ninguém se recordava já dos “jornais bolorentos” que o criticaram, ou dos Ministros do Império de Napoleão III, em 1856, mas de “Madame Bovary” todos sabiam a sua vida, as paixões e os tédios.

Na opinião de Guégués, “Emma Bovary tornou-se, ao longo do tempo, uma das personagens mais debatidas da literatura universal” tendo até originado o termo “bovarismo” que passou “a designar a atitude neurótica do indivíduo que, desprovido de autocrítica, se imagina diferente do que é na realidade”.

 

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