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No próximo dia 26 de setembro vão ter lugar as Eleições Autárquicas em Portugal.

Nestas eleições, de enorme importância para o país, os Portugueses residentes no estrangeiro não têm o direito de participar através do exercício do direito de voto. Contudo, a legislação eleitoral permite que os nacionais recenseados no estrangeiro, apesar de não poderem votar, possam ser candidatos tanto para a Câmara, como para a Assembleia Municipal ou para as Freguesias.

Como é do conhecimento público defendo há muito, cumpridas algumas condições, a possibilidade de os Portugueses residentes no estrangeiro votarem nas eleições Autárquicas em Portugal.

Defendo-o, porque na verdade as nossas Comunidades mantêm uma forte identificação com os seus territórios de origem, perdurando numa ligação que considero decisiva para o desenvolvimento de várias regiões do nosso país, nomeadamente as do interior.

Apesar de não poderem votar, alguns Portugueses a residir no estrangeiro têm participado, de forma ativa, em várias iniciativas políticas, subscrevendo ou apoiando várias propostas para os seus territórios e, em alguns casos, integrando as listas de candidatura sobretudo às Assembleias Municipais.

No entanto, em geral a área das Comunidades portuguesas não tem sido, em minha opinião, suficientemente valorizada neste período de pré-campanha não sendo devidamente aproveitado o contributo destes nacionais que, até pelas suas experiências de vida nos países de acolhimento, podiam enriquecer as diferentes propostas eleitorais apresentadas aos cidadãos pelos candidatos.

Reconheço que alguns autarcas têm um entendimento próximo do meu no que se refere ao papel das Comunidades portuguesas no desenvolvimento dos seus territórios, no incremento do investimento económico e na internacionalização da sua rede de pequenas e médias empresas. São autarcas que reconhecem o potencial político, económico, social e cultural das nossas Comunidades e entendem, tal como eu, que não pode nem deve ser negligenciado.

Infelizmente, ainda são exceções.

Ora, é do interesse das autarquias que a diáspora seja percecionada como um valor estratégico para os diferentes Concelhos.

As Comunidades portuguesas merecem ter uma oportunidade para contribuir para o desenvolvimento da sua “Terra”. Se é verdade que a forte identidade nacional é uma marca das Comunidades portuguesas, a identidade regional é também ela uma forte realidade.

Como nunca no passado, as nossas Comunidades estão em condições de assumir um papel essencial nos planos local e regional. Independentemente de não poderem votar, estes Portugueses acompanham o debate à volta destas eleições e gostariam que contassem com eles para o futuro dos seus municípios de origem.

O povo costuma dizer que os emigrantes não esquecem a sua terra. A sabedoria do povo deve ser exemplo para todos aqueles que se inscrevem no debate político em torno das Eleições Autárquicas e as nossas Comunidades devem ser entendidas definitivamente como um fator de afirmação dos nossos territórios.

 

Opinião
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