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O Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Orlando Alves, apela à meditação “sob pena do ser humano não aprender com o erro” e fala de um “mundo suspenso”. “Estamos a viver um agosto atípico, longe do rebuliço e do festim que surgem com a chegada dos emigrantes. Um palpitar de alegria com carga menor à custa da crise epidémica da Covid-19”.

“Quero agradecer aos emigrantes pelo facto de terem vindo visitar a sua terra. É muito importante para nós sentir que estão cá. No entanto, vemos os nossos emigrantes que também estão retraídos. Estão a chegar em menos quantidade” diz o Presidente da Câmara de Montalegre. “São as festas das nossas aldeias; as chegas de bois que não se fazem; os convívios que não são possíveis; o rigor e o condicionalismo da presença em espaços fechados, sejam cafés, sejam restaurantes; é o uso da máscara que neste tempo de calor não é nada simpático…”.

Orlando Alves diz que encara “toda esta situação com muita tristeza e uma profunda preocupação relativamente ao futuro. Ai de nós que tudo isto não passe rapidamente. Não estávamos preparados para isto! Constrange-me ver a atividade económica do concelho e do país neste estado. Ou passa isto ou então nós vamos ter que ‘passar as passas do Algarve’. É a atividade económica que sai ressentida em primeiro lugar. É, também, a mobilidade das pessoas e o grau de sociabilização. Este não é o mundo que alguém podia ter sonhado. Porém, temos de dizer que tudo isto resulta da má relação que todos nós temos com a natureza. Este vírus que passa dos animais para os humanos radica, um pouco, desta má relação”.

Numa nota da assessoria da Câmara enviada às redações o autarca afirma que “partilho as dores de todo o mundo. Estou com todos eles, particularmente com os mais vulneráveis. Todos ambicionamos retomar o nosso normal dia-a-dia que tivemos e que não soubemos valorizar. É tempo de sofrer e tempo de rezarmos para que venha um futuro melhor. Tem, também, que ser um tempo de meditação. Temos de perceber porque é que isto aconteceu”. Orlando Alves conclui que “podemos ter esperança, mas a esperança só faz sentido se todos tivermos a consciência que muitas das coisas estão na nossa mão e na nossa forma de atuar. Vamos acreditar na ciência. Contudo, a ciência pode vir a resolver um problema pontual que é este vírus, mas tenhamos consciência que todos temos de mudar de vida, saber respeitar a natureza, poupar água…”.

 

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