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Ensino

 

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, disse ontem em Lisboa que o Governo português vai proceder à revisão do regime jurídico dos professores de língua portuguesa no estrangeiro, que salientou ser uma prioridade do seu pelouro.

“Isso é neste momento uma prioridade que tenho, na questão da revisão do regime jurídico do Ensino de Português no Estrangeiro [EPE]”, disse o governante, que intervinha na sessão de encerramento do 7º Encontro da Rede de Ensino Português no Estrangeiro – Cultura e Cidadania, organizado pelo Instituto Camões.

Paulo Cafôfo reconheceu existirem “alguns condicionalismos”.

“Atualmente temos alguns condicionalismos, que saberão como eu, que não permitem que o EPE seja aquilo que nós queremos (…) e por isso é preciso promover algumas alterações, novas soluções e ajustamentos e, portanto, este é o momento certo”, vincou.

Mas a questão é relevante e tem a ver com o futuro do EPE, defendeu. “Temos que falar do futuro. E falar do futuro passa, para mim, por dois aspetos. Um aspeto primeiro é valorizar o ensino do português no estrangeiro e não é possível valorizar o ensino sem valorizar os professores e as professoras e aqui temos de acelerar rapidamente”, salientou.

“Este é o momento certo, passados que estão agora três meses, particularmente da tomada de posse, de conhecimento dos dossiês, de também numa reflexão que, como podem compreender de um processo que já vinha atrás, mas que também eu tive de realizar, eu diria que agora estamos aptos a poder entrar numa fase de fechar, de negociar primeiro, estabelecer compromissos e fechar, porque como tenho constatado até pelas diversas deslocações que tenho feito pelo mundo e das conversas que tem tido com os professores e as professoras, esta é absolutamente uma necessidade imperiosa e, portanto, estarei obviamente comprometido com isso”, reforçou.

O segundo aspeto destacado por Paulo Cafôfo é a da digitalização, para o que existem verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “A questão da digitalização não pode nunca substituir o ensino presencial, essa não é a minha visão. Aliás, se repararmos a pandemia veio comprovar – porque antes da pandemia falava-se muito, enfim, um dia a tecnologia vai substituir o professor na sala de aula -, nunca de maneira nenhuma. Nunca os professores foram tão necessários. É mesmo uma situação onde o ensino teve que ser por vezes ‘online’ ou, porque ainda tenho a terminologia da telescola, da televisão, mas parece-me absolutamente darmos este passo decisivo, primeiro aproveitar os fundos do PRR e temos aqui novas formas de ensino”, acrescentou.

Para Paulo Cafôfo trata-se de “desafios do futuro”.

“São desafios que a Secretaria de Estado tem, o Instituto Camões tem, eu diria os professores e os professores, incluindo, obviamente aqui os Coordenadores têm aqui papel importantíssimo, têm”, disse.

 

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