Peça inspirada num texto francês tem estreia nacional em Viana do Castelo

A peça com dramaturgia de João Mota, inspirada na “Farsa do Mestre Pathelin”, texto anónimo francês do século XV, tem estreia nacional, no domingo, na abertura da terceira edição do festival de teatro de Viana do Castelo.

“A dramaturgia do João Mota assenta numa companhia de circo que conta a história divertida de um advogado que vai a tribunal livrar o seu cliente, que é culpado, de ser condenado. É um texto charneira que muitos advogados conhecem por tratar a profissão de forma muito graciosa e hilariante”, disse o diretor artístico do Teatro do Noroeste-CDV, Ricardo Simões.

A peça “O Circo Rataplan Apresenta: A Farsa do Mestre Pathelin”, uma cocriação do Teatro do Noroeste com a Comuna, estreia-se no domingo, pelas 21h30, hora local, na sala principal do Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo.

O espetáculo, a primeira cocriação entre o Teatro do Noroeste – CDV, companhia profissional de Viana do Castelo, e A Comuna – Teatro de Pesquisa, de Lisboa, tem dramaturgia e encenação de João Mota e interpretação de Alexandre Calçada, Carlos Paulo, Elisabete Pinto, Hugo Franco, Maria Ana Filipe, Miguel Sermão e Tiago Fernandes.

O encenador, João Mota, referiu ainda que “os atores estão em palco como se estivessem no circo, com uma grande cumplicidade entre eles, em que os ensaios são um recreio”.

“A gente vai brincado e o teatro não é mais do isso. Jogar. Em francês ‘jouer’, em inglês ‘play’. Esquecemos muito isso hoje, porque queremos agradar a uns senhores que não vêm ao teatro. Este é um espetáculo popular, para todos. E popular investigando. A dificuldade é fazer teatro popular, investigando ao mesmo tempo”, referiu.

O espetáculo “O Circo Rataplan Apresenta: A Farsa do Mestre Pathelin” abre a terceira edição do festival de Teatro de Viana do Castelo que decorre até dia 18, com “17 representações de 14 diferentes espetáculos de Portugal e de Espanha”.

O festival é organizado pelo Teatro do Noroeste – CDV, com o apoio da Câmara local e da Direção-Geral das Artes (DGArtes).

 

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LusoJornal