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A petrolífera norte-americana Occidental concluiu na semana passada a venda da Área 1 de gás natural de Moçambique, cujas infraestruturas estão em construção, à francesa Total, anunciaram as duas multinacionais.

A transação – cujo montante total não foi revelado – vai render 880 milhões de euros aos cofres do Estado moçambicano, por via do imposto sobre mais-valias, referiu Vicki Hollub, Diretora executiva da Occidental.

O valor é um novo fôlego financeiro para o país correspondente a cerca de um quinto de toda a receita prevista no Orçamento de Estado para 2019 (a rondar 4.000 milhões de dólares, cerca de 3.655 milhões de euros).

A verba “poderá estar disponível nas contas do Tesouro ainda este ano”, refere um comunicado da Presidência moçambicana.

“Este é dia em que ficaremos operadores da Área 1”, disse, por sua vez Patrick Pouyanné, Diretor executivo da Total.

Pouyanné e Hollub falavam aos jornalistas após um encontro com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que se deslocou à cidade de Chimoio, centro de Moçambique, numa altura em que decorre a campanha eleitoral para as eleições gerais de 15 de outubro.

“Recebemos todas as aprovações” e hoje é o dia de “fechar a transação” e “dar continuidade a este projeto que está bem consolidado”, referiu o líder da Total.

As duas companhias garantem que haverá uma “transição suave”, sem sobressaltos para todos quantos estão envolvidos no projeto.

A venda foi acordada depois de a Occidental ter este ano adquirido a petrolífera Anadarko (também norte-americana), que arrancou com o projeto moçambicano e o liderava. Todo o portefólio africano da Anadarko passou para a Total.

O plano de desenvolvimento da Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, Norte de Moçambique, está avaliado em 23 mil milhões de dólares – o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do país, ou seja, a riqueza que o país produz a cada ano.

Os projetos de gás natural devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia do país a crescer mais de 10% anualmente, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras entidades.

A Total passa a liderar o consórcio da Área 1 com 26,5%, ao lado da japonesa Mitsui (20%) e da petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à indiana ONGC (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

A nível global, a petrolífera francesa é um dos principais grupos de petróleo e uma empresa que conhece Moçambique. A Total está presente pelo país no negócio dos postos de combustível e tem um historial de pesquisa de hidrocarbonetos ao largo da costa moçambicana, atividade em que participou até há três anos.

 

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