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Poesia a dobrar: traduções de Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner Andresen

Cultura

 

 

A Éditions Chandeigne fez chegar às livrarias francesas duas obras poéticas de dois dos maiores poetas do século XX português: “Message” de Fernando Pessoa e “La nudité de la vie” de Sophia de Mello Breyner Andresen, traduzidas respetivamente por Patrick Quillier e Michel Chandeigne.

A “Mensagem” é a única obra completa que Fernando Pessoa publicou em vida e é composta por 44 poemas escritos entre 21 de julho de 1913 e 16 de março de 1934.

Esta obra modernista, subjugada pelo espírito nacionalista do seu tempo, foi a segunda classificada do Prémio Antero de Quental de 1936. “Romaria”, uma coletânea de versos do missionário franciscano Vasco Reis que valorizava a fé popular católica, algo muito valioso para o regime fascista português, foi a vencedora. Porém, as polémicas manobras do Secretariado de Propaganda Nacional, dirigido por António Ferro, compensaram Fernando Pessoa com o valor monetário relativo ao primeiro prémio.

A “Mensagem” é uma obra tripartida composta de poesias breves que tem por objetivo glorificar os oitocentos anos da História portuguesa numa época em que Portugal, tal como todos os países colonialistas da Europa, construía com mão de ferro um império opressor alicerçado no pressuposto racista da superioridade do homem branco.

Já “La nudité de la vie” de Sophia de Mello Breyner Andresen é um antologia que oferece ao leitor a poesia simples mas elegante desta poeta nascida numa família aristocrática do Porto em 1919. Ela estudou Filologia Clássica, tornando-se uma fervorosa helenista, e venceu, já no fim da vida, os Prémios Camões, Pessoa e Rainha Sofia da Poesia Ibero-Americana. Faleceu em 2004, tendo sido transladada para o Panteão em 2014.

 

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