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O Conselho de Ministros só aprovou no passado dia 14 de março, o Acordo entre Portugal e França para a promoção e difusão da língua e cultura dos dois países, assinado em 2017 para “contribuir para o reforço dos dispositivos linguísticos e culturais já implementados”.

“Procede-se, assim, à introdução do dispositivo Enseignements Internationaux de Langues Étrangères / Ensino Internacional de Línguas Estrangeiras (EILE), em substituição de Enseignements de Langue et Culture d’Origine / Ensino de Língua e Cultura de Origem (ELCO), de forma a completar a oferta de ensino de português no sistema educativo francês, nas academias onde for identificada esta necessidade, procurando aumentar o número de aprendentes, nomeadamente dos que escolhem o português como segunda e terceira língua estrangeira”, refere o comunicado do Conselho de Ministros sobre o acordo de Cooperação Educativa e Linguística assinado a 28 de março de 2017.

Já na altura o LusoJornal interrogou o Ministro português da Educação porque razão não era o Ministro dos Negócios Estrangeiros a assinar este acordo já que, há vários anos que o ensino de português no estrangeiro transitou do Ministério da Educação para o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Na altura, o Ministro Tiago Brandão Rodrigues evitou a pergunta.

Na altura da assinatura, o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, também afirmou à Lusa que aprender português já era uma realidade para nove mil alunos do 1º ciclo em França, onde desde o ano letivo de 2016-2017 a aprendizagem da língua é uma possibilidade.

O acordo assinado entre os dois países colocou o ensino de português no dispositivo EILE (Ensino Internacional de Língua Estrangeiro), e consequentemente, no mesmo patamar de visibilidade de línguas já oferecidas no sistema de ensino francês, como o inglês, o espanhol e o italiano, o que o ministro da Educação português considerou prestigiar o ensino de português em França além de permitir o acesso a um maior número de alunos.

Segundo os números avançados na altura pelo Ministro, havia há dois anos em França 15 mil alunos a aprender português, nove mil dos quais ao abrigo do EILE.

 

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