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Portugal participou na feira SIAL Paris, um dos maiores certames internacionais no setor agroalimentar, que decorreu entre os dias 21 e 25 de outubro, no parque de exposições de Paris Nord Villepinte, com mais de 100 empresas.

Segundo confirmou ao LusoJornal a delegação de Paris da AICEP, este ano Portugal apresentou uma das suas maiores representações de sempre no SIAL, e até em feiras internacionais que se realizam em França, com 118 empresas/entidades. A grande maioria dos expositores portugueses integraram as participações coletivas promovidas pela Portugal Foods (60 expositores), ACOPE – Associação dos Comerciantes de Pescado (13 expositores), Inovcluster (10 expositores), e IVBAM – Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (5 expositores), estando também presente a FERA – Federação Nacional das Associações de Raças Autóctones e 29 empresas em participações individuais.

A inauguração do SIAL teve lugar no domingo, dia 21 de outubro, e contou com a presença do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, da Administradora da AICEP Portugal Global, Maria Madalena Oliveira e Silva, para além dos dirigentes das referidas associações empresariais/entidades e do Delegado da AICEP em França.

O Presidente da PortugalFoods, Amândio Santos, disse à Lusa que foram investidos cerca de 700 mil euros na participação de Portugal na SIAL Paris. “Este ano vamos investir muito próximo de 700 mil euros com linhas de apoio do programa Compete, através do apoio da AICEP [Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal] e com uma participação das empresas muito grande”, disse Amândio Santos, em declarações à Lusa.

Segundo o responsável, a associação tem vindo a aumentar o investimento nas feiras internacionais, de modo a subir o número de empresas representadas e tornando o ‘stand’ português mais apelativo.

“Hoje os grandes pilares de investimento estão em toda a logística associada a uma participação de grande dimensão. Levamos mais de 70 empresas e temos um espaço de 1.000 metros quadrados, temos que ser muito apelativos”, indicou.

Para Amândio Santos, a presença portuguesa no evento tem demonstrado o que diferencia a marca Portugal: “A nossa identidade enquanto setor, a nossa capacidade exportadora e a nossa dinâmica enquanto industriais”.

A Diretora executiva da associação PortugalFoods, Deolinda Silva, disse à Lusa, em Paris, que vários ‘stands’ portugueses começaram a fazer negociações com os compradores no arranque da feira SIAL Paris. “Vários ‘stands’, às primeiras horas da manhã, estavam sentados e reunidos com os compradores. Estavam já a trabalhar arduamente”, disse Deolinda Silva, em declarações à Lusa.

Apesar de ressalvar que o evento estava ainda no início, a responsável garantiu que o balanço é “muito positivo” e defendeu que a PortugalFoods mantém “as maiores expectativas” para o impacto que a feira vai ter para os empresários nacionais.

“O que se pretende com esta presença é não só mostrar os produtos, mas fazer negócio e temos a certeza que esta feira, com os milhares de visitantes diários, na maioria, empresas de distribuição e retalho, deverá ser uma excelente oportunidade para as empresas promoverem os seus produtos além-fronteiras”, sublinhou.

Deolinda Silva referiu ainda que a associação pretende manter a sua estratégia de internacionalização, acompanhando a dinâmica e inovação que tem pautado os mercados internacionais. “Pretendemos estar sempre à frente e continuar a capacitar as nossas empresas nos novos mercados”, concluiu.

Portugal esteve na SIAL Paris com empresas como a Novarroz, a Amendouro, a Fresbeira, a Ramirez, a Frueat e a Mirazeite.

 

Azeites portugueses captaram a atenção

Os azeites portugueses captaram a atenção dos empresários da Europa, América e Médio Oriente, pela inovação, diversidade e tradição, no primeiro dia da feira SIAL Paris, que as empresas nacionais avaliam como “bastante positivo”.

Virgem extra, ‘premium’, biológico, com ouro ou em pasta são algumas das opções de azeite disponibilizadas pelas empresas portuguesas na feira do setor agroalimentar na capital francesa.

“Para primeiro dia, nada mau. Tem havido bastantes perguntas e contactos. Se vale a pena só daqui a um mês ou dois é que vamos saber”, disse o responsável pela Casa Aragão, uma das marcas presentes no certame, Artur Aragão, em declarações à Lusa.

De acordo com o empresário, que esteve na SIAL Paris pela primeira vez, através da PortugalFoods, o azeite em pó tem causado alguma “estranheza” aos clientes, o que tem motivado várias questões, bem como o azeite com ouro, sobretudo, pela conjugação pouco vulgar e pelo ‘design’ da garrafa.

Até ao ‘stand’ da Casa Aragão dirigiram-se sobretudo clientes europeus, mas também americanos, japoneses e chineses. Por sua vez, à Porttable, empresa que se dedica à produção de azeite, azeitonas e derivados, chegaram clientes oriundos da Europa, Canadá e Estados Unidos.

Apesar de estreante no certame, o responsável da empresa, Miguel Massa, garantiu que a Porttable está a tentar internacionalizar-se, fazendo, a partir de agora, parte da estratégia a presença na SIAL. “A SIAL é considerada, por nós, uma das melhores feiras a nível mundial. Para primeiro dia, e sendo um domingo, está a ser bastante positivo”, sublinhou.

Para se distinguir das demais empresas presentes no evento, a Porttable optou por investir na imagem dos produtos, sem descuidar a qualidade. “Temos uma concorrência muito grande – Espanha pela quantidade e Itália pela marca de país -, temos de nos diferenciar pela imagem. A aposta tem de ser num produto de qualidade com uma imagem atraente para que, na dúvida, entre um italiano ou um português, [o cliente] dê uma chance ao português”, frisou.

 

 

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