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O artista visual Daniel Blaufuks vai apresentar uma exposição no Musée national Eugène-Delacroix, em Paris, a partir de 01 de novembro, anunciou a Galeria Vera Cortês.

Intitulada “Aujourd’hui. Eugène Delacroix”, a exposição de Daniel Blaufuks estará patente até 03 de dezembro de 2018, reunindo alguns trabalhos diarísticos do artista, bem como composições em Polaroid das séries “Attempting Exhaustion”.

A mostra irá ainda incluir obras de Eugène Delacroix, nomeadamente pinturas, desenhos, manuscritos e gravuras, bem como um trabalho de On Kawara, da série intitulada “Today”.

Em “Aujourd’hui. Eugène Delacroix”, Daniel Blaufuks “questiona as ligações íntimas entre a vida do artista e os murmúrios do mundo, os desafios das práticas diarísticas, e a relação entre o texto e a imagem fotográfica e pintada”, segundo a galeria.

Ferdinand Victor Eugène Delacroix (1798-1863) é considerado um dos mais importantes representantes do romantismo francês, tendo sido influenciado por artistas como Rubens, Veronese, Turner e Géricault.

Daniel Blaufuks, nascido em Lisboa, descendente de uma família de refugiados judeus alemães, estudou na Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, no Colégio Real de Arte, em Londres, e na Fundação Watermill, em Nova Iorque.

O seu primeiro documentário, “Sob Céus Estranhos” (2002), é uma crónica da passagem dos refugiados judeus por Lisboa, durante a II Guerra Mundial, entre os quais se incluía a sua família.

Em 2006, Daniel Blaufuks venceu o Premio BES Photo com uma obra que envolve um vídeo de 90 minutos, intitulado “Theresianstadt”, uma série de imagens impressas “Sem Título, da série Terezín”, e a instalação “Maquete para o livro Terezín”, todas relacionadas com a cidade onde existiu um campo de concentração nazi, na atual República Checa, na altura ocupada pela Alemanha de Hitler.

Daniel Blaufuks recebeu ainda o Prémio Artes Plásticas da Associação Internacional de Críticos de Arte 2016 pelas exposições “Léxico”, realizada na Bienal de Vila Franca de Xira, e “Tentativa de Esgotamento”, na Galeria Vera Cortês, em Lisboa.

 

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