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Portugueses marcaram presença nas Feiras da Bijouterie e da Lingerie de Paris

LusoJornal / Marco Martins LusoJornal / Marco Martins

O Parc des Exposition de Paris Porte de Versailles acolheu até segunda-feira, 20 de janeiro, as Feiras da Bijouterie e da Lingerie nas quais participaram empresas portuguesas.

A forte presença portuguesa verificou-se na Feira da Bijouterie, Bijorhca, com as marcas Astorga Jewels, Bruno da Rocha, Fafa, Tânia Gil e Coquine Jewelry.

Bruno da Rocha que já tem várias feiras parisienses no seu ativo, lembra que as últimas até foram difíceis por causa dos problemas sociais vividos em França: “O mercado regrediu um pouco a nível mundial, mas Paris, por exemplo, tem sofrido muito com os acontecimentos sociais que tem havido. Não são muito bons para o mercado porque quem vem a esta feira são muitos estrangeiros, entre eles italianos e russos”, admitiu o artista, acrescentando que no entanto “continuo a vir cá e a manter os meus clientes porque eles sabem que estou cá e fazem o esforço para se deslocar. Por isso, não posso deixar de vir, esta feira é muito importante para mim”, finalizou Bruno da Rocha.

Para Tânia Gil, na perspetiva de expansão, a feira parisiense é umas melhores: “Estou à procura de novos mercados, de novos clientes e penso que esta feira é o ideal para expor o meu trabalho. Isto apesar de Paris perder alguma visibilidade com o tempo que passa, a nível da feira”, concedeu a artista que tem tido mercado em França. “Tenho feito contactos aqui para o mercado da joalharia em território francês. Gostaria de fazer parcerias que podem ser interessantes. A marca tem de estar visível fora de Portugal”, frisou Tânia Gil.

António Astorga também procura a internacionalização para a sua marca nesta feira parisiense que é apenas aberta aos profissionais. “A presença em Paris representa um passo na internacionalização da marca e de um projeto que foi iniciado há cerca de dez anos, isto para descobrir novos mercados, novos alvos”, afirmou o artista. “A internacionalização não é obrigatória e nem todas as empresas têm a possibilidade de exportar”, assegurou, acrescentando que a Astorga “tem vindo a crescer em França com vários pontos de distribuição e o mercado francês já tem um peso substancial na balança comercial”, concluiu.

Com um número importante de profissionais a passarem pela feira, foi um sucesso para os organizadores, sendo que o importante neste tipo de feiras é os negócios que depois serão concretizados, para incentivar as marcas a voltarem daqui a seis meses para uma nova feira”.

 

Salon de la Lingerie

Dois andares acima, sempre no Pavilhão n°7, decorreu o Salon de la Lingerie. Quem diz Lingerie pensa logo em tudo o que é ‘underwear’, no entanto há muitas mais coisas ligadas à lingerie, como a parte ‘nightwear’, onde se integra a marca portuguesa Iora.

Para Cristina Flores, Diretora geral da Iora Lingerie, a feira parisiense permite garantir clientes para a exportação da marca portuguesa: “Começámos a vir a Paris há cerca de 15 anos e esta feira representa grande parte da nossa produção. Antes só trabalhávamos com o mercado interno, mas ele foi reduzindo e houve a necessidade de exportar. Cada ano temos aumentado as nossas exportações com a presença aqui em Paris. Neste momento estamos com 65% de exportação e há 15 anos tínhamos 0%”, assegurou ao LusoJornal, acrescentando que “Paris é de longe a nossa melhor feira, apesar de estarmos presentes em outros certames, como por exemplo em Nova Iorque”, concluiu Cristina Flores, enquanto lembrava que esteve presente na Feira da Lingerie quando ela ainda decorria em Lyon.

A Feira da Lingerie, que conta cada vez menos com a parte ‘nightwear’, tem sido um ponto fulcral para a marca portuguesa que promete regressar todos os anos. A feira decorre duas vezes no ano, isto apesar do mercado francês “não ser o maior” para a Iora, mas a internacionalização da feira faz com que se encontre sempre novos clientes.

 

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